Daniel Vorcaro e pastor Fabiano Zettel ficam em isolamento em penitenciária de SP
Ainda durante a fase inicial no presídio, os detentos passam por uma série de procedimentos padronizados.
- Foto: Divulgação
Resumo
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o pastor Fabiano Zettel, seu cunhado, foram transferidos para uma penitenciária no interior de São Paulo após serem presos na nova fase de uma operação da Polícia Federal. Ambos permanecem em regime de observação por até 10 dias enquanto passam pelo processo inicial de adaptação ao sistema prisional.
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Após a prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o empresário Daniel Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel foram transferidos nesta quinta-feira (5) para a Penitenciária II de Potim, localizada no interior de São Paulo.
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A unidade prisional fica no município de Potim, no Vale do Paraíba, e recebe detentos em regime fechado. Antes da transferência, os dois passaram a noite no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos.
Regime de observação no sistema prisional
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, todos os presos que ingressam no sistema penitenciário passam por um período chamado de “regime de observação”.
Durante essa etapa, os custodiados permanecem separados dos demais detentos por cerca de 10 dias. O objetivo é realizar procedimentos administrativos, além de avaliar as condições de adaptação do preso à unidade.
Nesse período, o acesso ao detento é restrito a policiais penais, direção do presídio e advogados. Visitas de familiares também podem ocorrer, mas com tempo limitado.
Procedimentos de entrada na prisão
Ainda durante a fase inicial no presídio, os detentos passam por uma série de procedimentos padronizados.
Entre as etapas estão revista, higienização pessoal, corte de cabelo padrão e a entrega do uniforme do sistema prisional, composto por camiseta branca e calça bege.
Essas medidas fazem parte do processo de inclusão e adaptação dos presos dentro das regras do sistema penitenciário paulista.
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Investigação envolve suspeita de organização criminosa
A prisão de Vorcaro e Zettel ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
As investigações apuram possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e obstrução de Justiça.
Segundo os investigadores, o grupo investigado teria estruturado uma rede de monitoramento e pressão contra adversários e pessoas consideradas críticas ao empresário.
Operação cumpriu prisões e bloqueio bilionário
Na nova etapa da operação, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em diferentes estados.
Além das prisões, a Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, medida que busca impedir a movimentação de recursos ligados às suspeitas investigadas.
Também foram determinadas medidas cautelares contra investigados, incluindo afastamento de servidores públicos de suas funções.
Defesa nega irregularidades
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que a prisão preventiva foi cumprida sem que os advogados tivessem acesso prévio aos elementos que embasaram a decisão judicial.
Os representantes do empresário também destacaram que ele sempre esteve à disposição das autoridades e que seguirá colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Federal.
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