Debate termina em confusão, Marçal expulso e assessor agredido; vídeo
Incidente ocorreu durante evento mediado pelo Grupo Flow.
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O debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, promovido pelo Grupo Flow em parceria com a Faculdade de Direito da USP, foi marcado por tumultos e agressões. O candidato Pablo Marçal (PRTB) foi expulso após reiteradas violações das regras, enquanto um assessor da campanha de Ricardo Nunes (MDB) saiu ferido após uma agressão.
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O debate, que contava com a presença de seis candidatos, foi estruturado em três blocos de perguntas e respostas, seguidos por considerações finais. As regras estabeleciam que insultos e ofensas não seriam permitidos, e quem desrespeitasse essa norma poderia ser advertido e até expulso após três infrações. Marçal, no entanto, acumulou advertências ao chamar Nunes por um apelido depreciativo e insinuar que ele seria preso em um possível futuro mandato.
Em meio ao tumulto, o marqueteiro Duda Lima, da equipe de Nunes, foi agredido com um soco pelo videomaker Nahuel Medina, da campanha de Marçal. Duda ficou com o rosto ensanguentado após a agressão. De acordo com testemunhas, a situação escalou quando Medina filmou Duda rindo após a expulsão de Marçal, o que gerou provocação entre os assessores.
Marçal defendeu-se, alegando que as regras deveriam ter sido aplicadas de forma mais justa e que o mediador Carlos Tramontina deveria ter esperado o fim de sua fala para aplicar uma advertência. “Essa é a minha indignação como cidadão”, disse.
O mediador, por sua vez, reiterou que as normas eram claras e que Marçal foi expulso devido ao desrespeito. Ele lamentou o clima hostil do debate, que deveria ser um espaço de diálogo. A situação se agravou a ponto de a polícia ser acionada, levando os envolvidos para a delegacia. Duda deixou o hospital com sintomas de tontura, enquanto Medina aguardava na delegacia.
O advogado de Marçal, Tassio Renam, alegou que Medina agiu em legítima defesa, afirmando que ele havia sido agredido primeiro. Uma ocorrência policial contra Duda também será registrada, e um exame de corpo de delito foi solicitado.
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Além das discussões acaloradas, o debate teve como foco temas relevantes como saúde, educação e segurança pública, com perguntas feitas por especialistas e eleitores. Apesar das tensões, apenas um direito de resposta foi concedido, ao próprio Marçal, enquanto os demais pedidos foram negados.
O clima de hostilidade culminou em provocações antes do início do debate, com Marçal ofendendo Nunes com termos como “Tchutchuca do PCC”. Em resposta, Nunes chamou Marçal de “condenadinho”. Essas trocas de insultos evidenciam a polarização e a rivalidade acentuada entre os candidatos, refletindo um ambiente eleitoral tenso e competitivo.
Redação AM POST
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