Defesa contesta validade do pedido de extradição de Zambelli
Deputada permanece presa na Itália enquanto advogado aponta erro protocolar no processo.

Foto: Agência Brasil
Notícias do Brasil – O advogado da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), Fábio Pagnozzi, afirmou que há um “erro protocolar” no pedido de extradição da parlamentar, atualmente detida no Complexo Penitenciário de Rebibbia, na Itália. Zambelli está presa desde julho, após ter fugido do Brasil e sido detida pelas autoridades italianas.
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Em entrevista à correspondente do Metrópoles em Roma, Cinthia Rodrigues, Pagnozzi explicou que o processo de extradição não foi oficialmente formalizado pelo governo brasileiro junto ao italiano. “Quem assinou o processo foi o ministro Alexandre de Moraes, mas deveria ter sido assinado pelo ministro da Justiça. Ou seja, há um erro protocolar, e vamos tomar providências por ter um pedido de extradição errado”, afirmou o advogado.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli também recebeu em agosto, já na Itália, nova condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O processo de extradição segue em tramitação no Judiciário italiano, que decidiu mantê-la presa durante a análise do caso.
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Paralelamente, a deputada responde a um processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde recentemente participou de audiência por vídeo e trocou acusações com o hacker Walter Delgatti Neto, seu antigo aliado no caso do CNJ.
Pagnozzi participa nesta sexta-feira (19/9) de uma visita humanitária à deputada, acompanhado de uma comitiva de senadores brasileiros, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF). Após o encontro, o grupo discutirá medidas para apoiar Zambelli, que, segundo o advogado, “está presa há muito tempo”.
Além da visita, os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta participarão de um evento intitulado “Brasil — Democracia ou Ditadura?”, que ocorre entre sexta (19/9) e segunda-feira (22/9) em Roma, reunindo líderes da direita brasileira, como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), este último de forma remota.
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