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Defesa de Bolsonaro nega “plano de fuga” e pede a Moraes revogação de prisão domiciliar

O prazo para esclarecimento dado pelo ministro Alexandre de Moraes se encerrava às 20h34.

Por Natan AMPOST

22/08/2025 às 19:11

Notícias do Brasil – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (22), uma manifestação na qual nega que o ex-mandatário tivesse intenção de deixar o Brasil. O documento foi apresentado dentro do prazo de 48 horas determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal (PF) encontrar, no celular de Bolsonaro, um rascunho de pedido de asilo político endereçado ao presidente da Argentina, Javier Milei.

O prazo dado por Moraes se encerrava às 20h34 desta sexta. A manifestação da defesa buscou, além de explicar a presença do rascunho, reforçar o pedido de revogação da prisão preventiva do ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar.

Documento era apenas um “rascunho”

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Na peça protocolada no STF, os advogados afirmaram que o texto localizado pela PF não passou de um rascunho e que jamais houve a materialização de qualquer solicitação de asilo político. “A autoridade policial evidentemente sabe – posto que cediço – que para se aventar de uma prisão preventiva é preciso haver fato contemporâneo. Mas, ainda assim, tem apenas um documento, que reconhece ser mero rascunho antigo enviado por terceiro, além da indeclinável constatação de que o tal pedido não se materializou!”, argumentaram.

De acordo com os investigadores, o arquivo estava armazenado no celular de Bolsonaro desde 2024, quando já tramitavam apurações sensíveis sobre suas condutas à frente do governo e após deixar o cargo.

Indiciamento no inquérito das sanções

O episódio se soma à situação já delicada do ex-presidente. Ele e o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados pela PF no inquérito que apura possíveis irregularidades relacionadas às sanções impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

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Após receber o relatório de indiciamento, Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá a prerrogativa de decidir se oferecerá ou não denúncia ao Supremo. Caso a PGR apresente denúncia, Bolsonaro e Eduardo poderão se tornar réus no STF.

Relação com advogado ligado a Trump

A defesa de Bolsonaro também utilizou a manifestação para esclarecer a relação do ex-presidente com o advogado norte-americano Martin Luca, associado ao círculo político do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo os advogados, as trocas de mensagens entre Bolsonaro e Luca ocorreram antes das medidas cautelares determinadas contra o brasileiro, não configurando qualquer irregularidade.

“O advogado americano não é investigado em nenhum feito. E não há qualquer proibição de contato do peticionário com o advogado”, ressaltaram os defensores, em referência às tratativas sobre os impactos de tarifas norte-americanas contra exportações brasileiras.

Transferências financeiras sob suspeita

Outro ponto abordado pelos advogados diz respeito às movimentações financeiras do ex-presidente. De acordo com a PF, Bolsonaro teria movimentado cerca de R$ 30,5 milhões em um período de 12 meses, valor que chamou a atenção das autoridades e foi citado em relatórios anexados às investigações.

A defesa, contudo, criticou a forma como essas informações foram divulgadas à imprensa. Segundo os advogados, as transferências têm origem lícita e não configuram crime. “O pior é que uma transferência de dinheiro para sua esposa, de valores com origem lícita, foi anunciada, com base em fontes, como um indício de lavagem de dinheiro”, afirmou a equipe jurídica.

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Prisão domiciliar e futuro político

Desde o início de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. A medida foi determinada pelo STF em meio ao avanço das investigações sobre possíveis irregularidades em sua gestão e após acusações de tentativa de interferência em processos eleitorais e de segurança nacional.

Aliados do ex-presidente vêm criticando as medidas, apontando suposta perseguição política. Já adversários reforçam que as investigações seguem dentro da legalidade e que as descobertas recentes — como o rascunho de pedido de asilo e as movimentações financeiras milionárias — demonstram a necessidade de manter as restrições.

Com a palavra agora nas mãos da PGR, o futuro jurídico e político de Bolsonaro se torna cada vez mais incerto. Caso a Procuradoria apresente denúncia, ele poderá enfrentar novos processos no Supremo, o que tende a fragilizar ainda mais sua posição no cenário político nacional.

Enquanto isso, a defesa segue tentando reverter as medidas já impostas. O pedido de revogação da prisão domiciliar foi mais uma vez reiterado no documento enviado ao STF nesta sexta, mas ainda não há prazo definido para uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o caso.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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