Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para terapia com estímulo elétrico
O requerimento foi apresentado na quinta-feira (19) e aguarda análise do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para que o ex-presidente continue, na prisão, um tratamento de neuromodulação por estímulo elétrico craniano. O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
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Notícias do Brasil – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele possa realizar, enquanto está preso, sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craniano.
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O requerimento foi apresentado na quinta-feira (19) e aguarda análise do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.
Procedimento já vinha sendo aplicado
De acordo com os advogados, o tratamento começou a ser utilizado em abril de 2025, período em que Bolsonaro esteve internado. A terapia foi indicada pelo neurocientista Ricardo Caiado.
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A técnica é considerada não invasiva e consiste no uso de clipes posicionados nas orelhas, com sessões que duram cerca de uma hora.
Defesa aponta melhora clínica
Um laudo anexado ao processo afirma que o objetivo do procedimento é regular a atividade neurofisiológica do paciente. Segundo a defesa, já teriam sido observadas melhoras em aspectos como sono, ansiedade, sintomas depressivos e crises de soluço.
No documento, os advogados sustentam que a continuidade do tratamento pode trazer benefícios relevantes ao quadro de saúde do ex-presidente, descrito como de multimorbidade.
Pedido prevê sessões regulares na unidade prisional
A defesa solicita que o profissional responsável possa realizar o atendimento dentro da unidade prisional três vezes por semana, por tempo indeterminado.
O pedido também propõe que as sessões ocorram preferencialmente no período noturno e respeitem todas as normas de segurança do local. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
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