Defesa de Vorcaro prepara resposta após nova recusa da PF à delação
Advogados do dono do Banco Master querem contestar rejeição da proposta de colaboração e mantêm expectativa em análise da PGR.

Foto: Divulgação
Resumo:
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro avalia responder oficialmente à Polícia Federal após a corporação rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de delação premiada apresentada pelo empresário. A estratégia busca reforçar o posicionamento dos advogados, mesmo sem expectativa de reverter a decisão.
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Notícias do Brasil – A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro estuda enviar uma resposta formal à Polícia Federal (PF) após a corporação rejeitar a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo empresário, preso desde março deste ano.
A negativa foi comunicada por meio de um e-mail encaminhado aos advogados de Vorcaro na última quarta-feira (10). Na mensagem, a PF informou não ter interesse na proposta de colaboração apresentada pelo dono do Banco Master.
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Estratégia para marcar posição
Segundo interlocutores ligados à defesa, os advogados pretendem responder ao comunicado para contestar a decisão da Polícia Federal e argumentar que a corporação estaria cometendo um erro ao descartar as informações oferecidas pelo banqueiro.
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Apesar disso, pessoas próximas ao caso reconhecem que a manifestação não deverá produzir efeitos práticos ou alterar o entendimento da PF. O objetivo seria registrar formalmente a discordância da defesa em relação à decisão.
Segunda negativa da PF
Esta é a segunda vez que a Polícia Federal rejeita uma proposta de delação apresentada por Vorcaro. A primeira recusa ocorreu em abril deste ano, também por meio de comunicação enviada aos advogados do empresário.
Na ocasião, a defesa optou por não responder ao posicionamento da corporação.
Expectativa agora está na PGR
Com a nova negativa da Polícia Federal, os advogados concentram suas expectativas na análise realizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que também avalia a proposta de colaboração apresentada pelo banqueiro.
A defesa acredita que o órgão poderá adotar entendimento diferente e considerar a possibilidade de avançar nas negociações envolvendo um eventual acordo de delação premiada.
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