Defesa pede prisão domiciliar e aponta piora na saúde de Bolsonaro
Segundo os advogados, Bolsonaro teria apresentado agravamento no quadro clínico nos últimos dias, o que justificaria a adoção da medida.
- Foto: Agência Brasil
Resumo rápido
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou novo pedido ao STF solicitando prisão domiciliar, alegando agravamento do estado de saúde enquanto ele está detido no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
Notícias do Brasil – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quarta-feira (4/2), um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a substituição da prisão por regime domiciliar. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
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Segundo os advogados, Bolsonaro teria apresentado agravamento no quadro clínico nos últimos dias, o que justificaria a adoção de uma medida humanitária.
Alegação de agravamento do quadro clínico
No pedido apresentado ao STF, a defesa afirma que o ex-presidente passou a apresentar episódios recorrentes de vômitos e crises intensas de soluço, sintomas que, segundo os advogados, indicariam uma piora do estado de saúde durante o período de custódia.
A equipe jurídica solicitou que a Polícia Federal seja intimada a encaminhar, com urgência, laudo pericial atualizado para que um assistente técnico da defesa possa emitir parecer médico e subsidiar a análise do pedido de prisão domiciliar.
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Pedido destaca caráter humanitário
No documento, os advogados sustentam que a análise da condição clínica é fundamental para avaliar a necessidade de concessão da prisão domiciliar por razões humanitárias, ressaltando que a manutenção da custódia nas atuais condições pode representar risco à saúde do ex-presidente.
A decisão sobre o pedido caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro está detido na Papudinha desde janeiro
Jair Bolsonaro está preso desde o dia 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. A transferência foi determinada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, após o ex-presidente deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O local abriga alojamentos destinados, em geral, a militares presos e também áreas de descanso de policiais em serviço.
Estrutura da unidade prisional
A Polícia Militar do Distrito Federal recebeu, em junho de 2025, recursos por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil para melhorias nos alojamentos da corporação. Já o espaço destinado a presos passou por sua última reforma em 2020.
Até o momento, não há prazo definido para a análise do pedido apresentado pela defesa.
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