Delegada presa admite erro ao advogar para suspeitos do PCC
O depoimento de Layla Lima Ayub foi realizado poucas horas depois de sua detenção.
- Foto: Reprodução/TV Globo
Resumo
A delegada recém-empossada Layla Lima Ayub afirmou à Corregedoria da Polícia Civil que considera um erro ter atuado como advogada de suspeitos ligados ao Comando Vermelho após assumir o cargo. Ela foi presa por suspeita de vínculos com o crime organizado e mantinha relacionamento com um homem apontado como liderança do PCC na região Norte.
Notícias do Brasil – A delegada Layla Lima Ayub, presa na sexta-feira (16), afirmou em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil que errou ao atuar como advogada de pessoas apontadas como integrantes doPCC. A atuação ocorreu durante uma audiência de custódia no final de 2025, poucos dias após sua posse como delegada em São Paulo.
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Segundo informações ligadas à investigação, esse episódio foi um dos principais fatores que levaram à expedição do mandado de prisão contra a policial.
Relação com integrante do PCC agravou suspeitas
Além da atuação jurídica considerada irregular, Layla mantinha um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, de 29 anos. Ele é apontado pelas autoridades como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte do país e também foi preso.
Investigadores afirmam que a delegada tinha conhecimento do envolvimento do companheiro com a facção criminosa, informação que teria sido confirmada no depoimento prestado após a prisão. As autoridades, no entanto, ainda não detalharam de que forma ela teria colaborado com o crime organizado.
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Depoimento foi colhido após a prisão
O depoimento de Layla Lima Ayub foi realizado poucas horas depois de sua detenção. O inquérito corre sob sigilo de Justiça, mas fontes próximas ao caso indicam que a delegada reconheceu manter vínculos pessoais e profissionais com indivíduos ligados a facções criminosas.
Durante o relato, ela também falou sobre sua vida pessoal, mencionando dois casamentos anteriores. Após a morte do primeiro marido, Layla teria sido incentivada por um policial militar a prestar concurso para a carreira de delegada.
Atuação como advogada após assumir o cargo
No dia 28 de dezembro de 2025, mesmo já empossada como delegada, Layla atuou como advogada de quatro presos ligados ao Comando Vermelho em uma audiência de custódia realizada no Pará. Os detentos respondiam por crimes de tráfico de drogas e associação criminosa.
As autoridades classificaram a situação como grave, destacando que a atuação ocorreu quando a policial já estava legalmente impedida de exercer a advocacia.
Outro ponto que pesou contra a delegada foi a presença de Jardel Neto Pereira da Cruz em sua posse oficial, realizada em 19 de dezembro de 2025, na Academia de Polícia (Acadepol). Segundo os investigadores, o fato foi considerado “audacioso”, já que o homem estaria descumprindo condições da liberdade condicional.
O Ministério Público de São Paulo aponta que há indícios de vínculos pessoais e profissionais da delegada com integrantes de facções criminosas, o que será aprofundado no curso das investigações.
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