Delegado da PF, Umberto Ramos, que é irmão de Marcelo Ramos, foi responsável por localizar Carla Zambelli na Itália
Umberto Ramos, está lotado na embaixada do Brasil em Roma como adido da Polícia Federal.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A atuação discreta, porém decisiva, do delegado amazonense Umberto Ramos, lotado na embaixada do Brasil em Roma como adido da Polícia Federal, foi essencial para que as autoridades italianas detivessem a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), foragida desde sua condenação no Brasil.
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Segundo revelou o jornalista César Tralli, durante a programação da GloboNews na terça-feira (29/07), coube a Umberto Ramos a missão de rastrear a localização exata de Zambelli na capital italiana. Ele não apenas identificou o local onde a ex-parlamentar vivia, como também reuniu imagens e provas que embasaram juridicamente o pedido de extradição do governo brasileiro à Justiça da Itália.
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Umberto Ramos, que foi superintendente da PF no Amazonas e é irmão do ex-deputado federal Marcelo Ramos, agora ganha notoriedade internacional por seu papel em uma operação de alto impacto político.
Zambelli deixou o Brasil logo após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de dez anos de prisão, acusada de envolvimento na invasão dos sistemas digitais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Detentora de dupla cidadania, ela buscava asilo político no país europeu, argumentando perseguição ideológica.
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De acordo com fontes ligadas à operação, Umberto mobilizou uma pequena equipe para monitorar os passos da ex-deputada. Com base nesse trabalho de campo, ele produziu um dossiê com registros fotográficos e vídeos, que foi entregue à polícia italiana como evidência da permanência ilegal da brasileira no país.
Além de articular a troca de informações entre os dois governos, o delegado amazonense também foi responsável por facilitar o trâmite diplomático junto às autoridades locais, acelerando o entendimento jurídico que permitiu a prisão da ex-parlamentar.
A decisão sobre a extradição de Zambelli ainda será analisada pela Justiça italiana, que deve avaliar se ela permanece sob custódia ou poderá responder em liberdade até a conclusão do processo. O governo brasileiro já formalizou o pedido, com base nos tratados de cooperação entre os dois países.
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