Deolane Bezerra tem novo pedido de habeas corpus negado e seguirá presa em penitenciária de São Paulo
Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou novo pedido de liberdade da influenciadora, que responde por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Deolane Bezerra será solta após passar duas noites em presídio, diz site-Foto: Bruno Fontes / TV Globo
Resumo
- O que aconteceu: O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra.
- Situação atual: A influenciadora permanece presa na Penitenciária de Tupi Paulista desde 21 de maio.
- Próximo passo da defesa: Advogados informaram que vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
- Do que ela é acusada: Deolane é ré por lavagem de dinheiro e organização criminosa em investigação que apura suposta ligação financeira com o PCC.
Notícias do Brasil – O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve, nesta quinta-feira (25), a prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra ao rejeitar um novo pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa.
Com a decisão, Deolane continuará detida na Penitenciária de Tupi Paulista, no interior paulista, enquanto responde ao processo criminal.
Em nota, os advogados da influenciadora afirmaram que receberam a decisão com insatisfação e anunciaram que irão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em busca de um novo pedido de liberdade.
Além desse recurso, a defesa também mantém outro pedido em tramitação no Tribunal de Justiça paulista, no qual alega violação das prerrogativas profissionais da advogada e solicita sua transferência para uma sala de Estado-Maior.
Por que Deolane Bezerra foi presa?
A influenciadora foi presa em 21 de maio durante uma operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista.
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Segundo a investigação, empresas ligadas à advogada teriam sido utilizadas para ocultar e dar aparência de legalidade a recursos financeiros supostamente vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As autoridades afirmam que foram identificadas 35 empresas registradas em um mesmo endereço, que estariam sendo utilizadas para movimentações financeiras investigadas.
A defesa de Deolane nega as acusações.
O que dizem as investigações?
De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, um dos elementos considerados relevantes para a investigação surgiu após a apreensão de um telefone celular ligado aos responsáveis por uma transportadora apontada como empresa de fachada.
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Nos aparelhos, os investigadores encontraram comprovantes de depósitos realizados para contas bancárias atribuídas à influenciadora.
Segundo a acusação, os repasses teriam ocorrido em um contexto investigado como movimentação financeira da organização criminosa e não como remuneração por serviços advocatícios regularmente prestados.
As autoridades também apontam indícios de movimentações patrimoniais consideradas incompatíveis com a origem dos recursos declarados, hipótese que integra a investigação em andamento.
Essas acusações ainda serão analisadas durante a instrução processual, garantindo à ré o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Deolane já é ré na Justiça?
Sim. No último dia 18 de junho, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
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Com essa decisão, Deolane Bezerra passou oficialmente à condição de ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Na mesma ação penal também figura Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC.
A aceitação da denúncia não representa condenação, mas autoriza o prosseguimento da ação penal, com produção de provas, depoimentos e demais etapas do processo.
Quais pedidos de liberdade já foram analisados?
A defesa da influenciadora já apresentou diversos pedidos para revogar a prisão preventiva.
Entre eles estão:
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- Um habeas corpus anteriormente negado pelo TJSP;
- Outro pedido arquivado por questão de competência;
- Um pedido de prisão domiciliar apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que também foi rejeitado.
Na ocasião, o ministro Flávio Dino entendeu que não havia ilegalidade evidente capaz de justificar a substituição imediata da prisão preventiva.
Agora, a estratégia da defesa será levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça.
O que acontece a partir de agora?
Com a manutenção da prisão preventiva, Deolane continuará custodiada enquanto o processo criminal prossegue na Justiça paulista.
Os próximos passos incluem a análise do recurso que será apresentado ao STJ e o andamento da ação penal, fase em que acusação e defesa produzirão provas antes do julgamento do mérito.
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