Desembargador Federal preso pela PF é transferido para cadeia pública
Macário Júdice Neto é investigado por suspeita de vazamento de informações sigilosas para o CV.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil -O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi transferido nesta quarta-feira (17) para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele está preso preventivamente no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
Até a transferência, o magistrado permanecia custodiado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde passou a noite após audiência de custódia que manteve a prisão.
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A ordem foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela expedição do mandado.
Macário Júdice Neto é investigado na segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun.
A investigação envolve suspeitas de conexões entre agentes públicos e organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Federal, o desembargador era relator de processos ligados ao ex-deputado estadual Thiêgo Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, preso em setembro por suspeitas de envolvimento com facções criminosas.
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Os investigadores apontam que o magistrado teria repassado informações sensíveis ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar.
Bacellar chegou a ser preso no início do mês, mas foi solto após decisão do plenário da Alerj. Mesmo assim, por determinação do STF, ele foi afastado da presidência da Casa e passou a cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.
As investigações foram autorizadas no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata do combate ao crime organizado e da atuação de agentes públicos no Rio de Janeiro.
Com o afastamento de Macário, a relatoria do processo passou a outro desembargador, e a análise da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal deve ocorrer nesta quinta-feira (18).
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