Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Desembargadoras denunciam juíza por acumular magistratura com curso de Medicina; TST confirma nova investigação

A juíza recebeu, em setembro deste ano, salário líquido de R$ 61.763,63, segundo o portal da transparência do Conselho Nacional de Justiça.

Por Jonas Souza

01/12/2025 às 15:26

Notícias do Brasil  – Desembargadoras do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) denunciaram à Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho supostas irregularidades cometidas pela juíza Adriana de Jesus Pita Colella, recém-promovida a magistrada titular. A denúncia, revelada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), aponta que a juíza estaria acumulando suas funções no Judiciário com um curso integral de Medicina cursado na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), iniciado em 2020.

PUBLICIDADE

Leia mais: Amazônia Golf Resort vai a leilão por R$ 24 milhões

A nova apuração reacende questionamentos sobre possível incompatibilidade de horários entre a rotina judicial e o estágio obrigatório do curso — especialmente nos dois últimos anos da graduação, quando a magistrada teria atuado em internato na Santa Casa de Santos em horário comercial, o mesmo do expediente no TRT-2.

Salário e rotina sob questionamento

A juíza recebeu, em setembro deste ano, salário líquido de R$ 61.763,63, segundo o portal da transparência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). À época, Adriana ainda era juíza substituta e estava lotada na secretaria do tribunal. O salário referente a outubro, já como titular, não havia sido atualizado no sistema.

Nos estágios do internato, realizados de segunda a sexta-feira, a coincidência com o expediente forense levantou dúvidas sobre a compatibilidade das funções exercidas — ponto central das denúncias apresentadas pelas desembargadoras.

TRT-2 nega irregularidade

Em nota, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região afirmou que não há ilegalidade na atuação da magistrada. A Corte citou o artigo 95, parágrafo único, inciso I, da Constituição Federal, que proíbe o exercício de outras funções pelos magistrados, exceto o magistério — mas ressalta não haver impedimento para atividades discentes.

PUBLICIDADE

O tribunal argumenta ainda que acompanhou a produtividade da juíza durante todo o curso de Medicina, conforme orientação da Corregedoria Nacional do CNJ, e que não constatou prejuízo ao exercício da jurisdição. Também citou a Lei Orgânica da Magistratura (LC 35/1979), que não prevê jornada fixa de trabalho para juízes.

Apesar disso, o TRT-2 não esclareceu o possível choque de horários entre o internato e o expediente do tribunal.

Corregedorias acompanham o caso desde 2021

O acúmulo de funções já havia sido alvo de investigação interna em 2021. À época, o pleno do TRT-2 decidiu arquivar o procedimento, alegando ausência de proibição legal e falta de prova de danos à atividade jurisdicional.

O então Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, no entanto, encaminhou o caso à Corregedoria Nacional do CNJ para reavaliação. Em julho de 2023, o órgão nacional confirmou o arquivamento, determinando apenas o acompanhamento trimestral da produtividade da magistrada.

Esse monitoramento continuou até 2025, sem registros de prejuízos ao trabalho judicial — até que, em outubro, após Adriana ser promovida a juíza titular, o TRT-2 comunicou “novos fatos” à Corregedoria Nacional, indicando possíveis incongruências entre sua atuação profissional e as exigências do curso de Medicina.

Diante da nova denúncia, a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho determinou apuração imediata pelo TRT-2 e passou a acompanhar diretamente o procedimento disciplinar. Até agora, o órgão regional não emitiu novas informações à instância nacional.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Essas crianças autistas não estão fugindo ou escondendo-se, elas, de fato, estão perdidas, à espera de que alguém va ao seu alcance.

Anne Alvarez

Últimas notícias

Manaus

Inscrições para concurso de auditor fiscal da Semef seguem abertas com salário de R$ 27,2 mil

Certame oferece 20 vagas imediatas e cadastro de reserva para Auditor-Fiscal de Tributos Municipais.

há 2 horas

Patrimônio milionário

Patrimônio de Omar Aziz mais que dobra em quatro anos e ultrapassa R$ 2 milhões, mostram dados do TSE

Declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral aponta crescimento de 109% no patrimônio do senador entre as eleições de 2022 e 2026.

há 3 horas

Mundo

Dólar cai para R$ 5,10, após juros serem mantidos nos EUA

Mercado reagiu à manutenção dos juros nos Estados Unidos, enquanto a escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços internacionais do petróleo.

há 4 horas

Brasil

Eduardo Bolsonaro defende falas de Milei contra Lula e critica decisões de Alexandre de Moraes

Em entrevista à imprensa argentina, Eduardo Bolsonaro afirmou que Javier Milei foi “muito educado” ao criticar Lula.

há 4 horas