Dinheiro destinado ao combate da Covid-19 bancou luxo e prostituição de quadrilha com a ajuda políticos

Durante a pandemia, R$ 500 milhões, que deveriam ter sido investidos em hospitais e no tratamento da Covid, foram roubados pelo grupo.

Redação AM POST

Durante a pandemia, enquanto os brasileiros sofriam com a Covid-19, um grupo se dedicou a comprar fazendas, montar adegas com vinhos caríssimos, desfilar em carros luxuosos e comprar até filhotes de animais selvagens com dinheiro que deveria ser investido na saúde pública para combate a doença. O esquema que acontecia em várias cidades ao mesmo tempo foi revelado em reportagem do programa Fantástico desse domingo (4).

Segundo a polícia, a quadrilha, que tinha a participação de políticos, desviou R$ 500 milhões. Até uma casa de prostituição estaria sendo usada para lavagem de dinheiro.

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Segundo a reportagem, investigação apontaram que o diretor de um hospital gastava dinheiro público em orgias com garotas de programa e um empresário levava uma vida de ostentação emitindo notas fiscais superfaturadas.

De acordo com as investigações o mentor do esquema é o presidente da Associação Paulista de Medicina, o médico Cleudson Montali, 46 anos, que já foi diretor de vários hospitais no interior de São Paulo.

A investigação se concentrou em quatro organizações sociais (OS) pertencentes a ele. Na cidade Agudos, no interior de São Paulo, o grupo criminoso teria comprado vereadores da cidade somente para cassar o prefeito da cidade, Altair Francisco Filho, que havia encerrado contrato com OS do esquema.

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As investigações duraram dois anos e revelaram que as organizações sociais do médico cresceram rapidamente. Nesse período fecharam contratos em pelo menos 27 cidades em quatro estados (Pará, Pernambuco, São Paulo, Paraná) e segundo a polícia a movimentação financeira passou de R$2,5 bilhões.

Veja a reportagem na íntegra aqui.