Dino diz que não é atribuição da embaixada dos EUA monitorar ministros do STF
A declaração do ministro após o aviso feito pela administração Trump de que monitora de perto os atos do ministro brasileiro.
- Foto: Wilton Junior
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reagiu com firmeza a postagens do governo dos Estados Unidos que continham ameaças direcionadas ao colega Alexandre de Moraes e seus “aliados”. A declaração do ministro foi uma resposta direta ao aviso feito pela administração Trump de que monitora de perto os atos do ministro brasileiro.
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O contexto dessa reação está na escalada das tensões após o governo dos EUA sancionar Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, acusando-o de censurar cidadãos — incluindo norte-americanos — e supostamente perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em postagem nas redes sociais, Dino afirmou: “Lembro que, à luz do DIREITO INTERNACIONAL, não se inclui nas atribuições da embaixada de nenhum país estrangeiro ‘avisar’ ou ‘monitorar’ o que um magistrado do Supremo Tribunal Federal, ou de qualquer outro Tribunal brasileiro, deve fazer”. Ele acrescentou que “respeito à soberania nacional, moderação, bom senso e boa educação são requisitos fundamentais na Diplomacia” e expressou o desejo de que “volte a imperar o diálogo e as relações amistosas entre Nações historicamente parceiras nos planos comercial, cultural e institucional. É o melhor para todos”.
O texto originalmente em inglês foi repostado com tradução em português pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o que gerou reação de autoridades brasileiras e um clima de incômodo.
Além da reação do ministro, o governo brasileiro também manifestou sua insatisfação. Nesta sexta-feira (8), o encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA em Brasília, Gabriel Escobar, foi convocado ao Itamaraty pela terceira vez desde o agravamento da crise para prestar esclarecimentos. Como os EUA ainda não indicaram um embaixador para o Brasil, Escobar é a autoridade diplomática mais alta no país.
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