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Ditadura do Judiciário: Brasil vive escalada de poder sem freios no STF

Suspensão da Lei da Dosimetria e restrições a pedidos de impeachment de ministros intensificaram debates sobre os limites de atuação do STF.

Por Natan AMPOST

09/05/2026 às 17:02 - Atualizado em 16/06/2026 às 07:51

Resumo


Decisões recentes do STF, incluindo a suspensão da Lei da Dosimetria por Alexandre de Moraes, ampliaram críticas de opositores que apontam a “ditadura do Judiciário” no Brasil.

Notícias do Brasil – As acusações de uma “ditadura do Judiciário” voltaram ao centro do debate político brasileiro após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, especialmente envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A mais recente delas foi divulgada neste sábado (9), quando Moraes suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A medida foi tomada após o ministro ser definido como relator das ações que questionam a constitucionalidade da nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional. A suspensão permanecerá válida até julgamento definitivo do plenário do STF.

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A decisão gerou forte reação entre parlamentares, juristas e críticos da Corte, que passaram a apontar crescimento da influência do Judiciário sobre decisões aprovadas pelo Legislativo.


Suspensão da Lei da Dosimetria acirrou críticas

A controvérsia ganhou força porque a Lei 15.402/2026 havia sido promulgada após o Congresso derrubar veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada pelos atos de 8 de janeiro e que pedia aplicação imediata da nova regra, Moraes entendeu que a existência de ações diretas de inconstitucionalidade impede, por enquanto, a aplicação da lei.

Leia mais: Alexandre de Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria

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Segundo o ministro, a medida busca preservar a “segurança jurídica” até definição final da Corte.

A nova legislação poderia impactar diretamente condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e até beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro em futuros cenários jurídicos ligados à progressão de regime.


Oposição fala em avanço do STF sobre outros Poderes

Nos bastidores políticos, opositores passaram a usar novamente a expressão “ditadura do Judiciário” para criticar decisões do Supremo.

O debate aumentou após outra medida polêmica tomada pelo ministro Gilmar Mendes no fim de 2025.

Nas ADPFs 1.259 e 1.260, Gilmar concedeu liminares restringindo drasticamente hipóteses de impeachment de ministros da Suprema Corte. As decisões estabeleceram que apenas a Procuradoria-Geral da República pode solicitar afastamento de ministros e limitaram o uso de decisões judiciais como fundamento para crime de responsabilidade.

A medida provocou, na época, reação no Congresso Nacional.


Parlamentares criticam “blindagem” do Supremo

Senadores e integrantes da oposição afirmaram que as decisões representam tentativa de blindagem institucional dos ministros do STF.

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Desde 2023, mais de 46 pedidos de impeachment foram apresentados contra integrantes da Corte, sendo a maioria direcionada a Alexandre de Moraes.

Juristas ligados ao campo conservador também passaram a questionar o aumento do protagonismo judicial em temas políticos e legislativos.


Analista político repercute caso nas redes sociais

O analista político Cláudio Dantas comentou o tema nas redes sociais após a suspensão da Lei da Dosimetria.

Se Gilmar diz que não haverá impeachment de ministro do STF mesmo que o Senado decida que sim, pq Alexandre de Moraes aplicaria a Lei da Dosimetria que reduz as penas que ele mesmo definiu? Entenderam agora o que é uma ditadura do Judiciário? Tá bem desenhado?”, escreveu.

A declaração repercutiu entre apoiadores e críticos do Supremo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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