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Dono da Ultrafarma pode voltar à prisão por não pagar fiança de R$ 25 milhões

Ministério Público pede revogação da liberdade de Sidney Oliveira em processo por corrupção.

Por Hugo Guimarães

22/08/2025 às 09:07 - Atualizado em 22/08/2025 às 12:31

Foto: Reprodução

Notícias do Brasil – O empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, corre o risco de retornar à prisão após não quitar a fiança de R$ 25 milhões determinada pela Justiça de São Paulo. O valor era uma das condições para que ele e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, respondessem em liberdade no âmbito da Operação Ícaro, que apura um esquema bilionário de corrupção fiscal.

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Em ofício enviado nesta quinta-feira (21/8), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou que a prisão preventiva seja decretada caso o pagamento não seja realizado. “Caso o valor arbitrado pelo juízo ainda não tenha sido depositado, requer o Ministério Público, desde já, a revogação da cautelar com a decretação da prisão preventiva do averiguado”, diz o documento.

Além da fiança, as medidas cautelares incluem uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno, entrega do passaporte, comparecimento mensal em juízo e proibição de contato com outros investigados.

Operador do esquema preso

Na mesma operação, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto teve a prisão preventiva decretada. Ele é apontado como principal articulador do esquema, acusado de receber cerca de R$ 1 bilhão em propina por meio da empresa Smart Tax, registrada em nome da mãe, que teria apresentado evolução patrimonial de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões entre 2023 e 2025.

Segundo os promotores, Artur atuava como uma espécie de “consultor tributário” dentro das empresas investigadas, acelerando a liberação e venda de créditos fiscais em troca de propina. Pacotes de dinheiro foram encontrados em sua residência.

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Empresas sob suspeita

Além da Ultrafarma e da Fast Shop, redes como Oxxo e Kalunga também aparecem nas investigações. Em nota, a Ultrafarma declarou que colabora com as autoridades e que confia na comprovação da inocência no decorrer do processo.

A Operação Ícaro, conduzida pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), segue em andamento e não descarta acordos de colaboração premiada com os envolvidos.

Leia mais: Dono da Ultrafarma é solto após pagar fiança milionária em São Paulo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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