Eduardo Bolsonaro ameaça Moraes e defende sanções dos EUA contra autoridades brasileiras
Deputado afirma que “liberdade vale mais do que a economia” e se compromete a ir “às últimas consequências”.

Foto: Agência Câmara
Notícias do Brasil – O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira (13/8) que está disposto a “ir às últimas consequências” para retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes do poder. As declarações foram feitas em Washington D.C., onde o parlamentar articula novas sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos.
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“Estou disposto a ir às últimas consequências para retirar esse psicopata do poder. Se depender de mim, a gente vai continuar aqui, dobrando a aposta até que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, disse Eduardo.
O parlamentar se licenciou do cargo na Câmara e mudou-se para os Estados Unidos em fevereiro, alegando que iria se dedicar integralmente à busca por sanções contra supostos violadores de direitos humanos no Brasil. Durante a estadia, Eduardo se reuniu com representantes do Departamento de Estado, do Departamento do Tesouro e assessores da Casa Branca.
As articulações têm como principal alvo Moraes, que em julho foi sancionado pelo governo americano com base na Lei Magnitsky, recebendo bloqueio de bens e contas nos EUA, além da proibição de entrada no país. Eduardo também mencionou que, no futuro, autoridades como o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, podem ser incluídos em novas sanções, caso não haja ações no Brasil para punir violações de direitos humanos.
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O deputado ressaltou que, apesar das consequências econômicas das sanções impostas pelos EUA ao Brasil — que elevaram para 50% a alíquota de importação de alguns produtos brasileiros —, a liberdade é prioridade. “Vale a pena lutar. A nossa liberdade vale mais do que a economia”, declarou.
Eduardo é alvo de inquérito no STF por suposta obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o deputado vinha promovendo ações junto ao governo norte-americano para sancionar ministros do STF e outras autoridades brasileiras.
As tensões entre Brasil e EUA aumentaram nas últimas semanas, com sanções que atingiram servidores ligados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, envolvidos no programa Mais Médicos. Eduardo classificou as medidas como um recado às autoridades brasileiras que cometeram “violações de direitos humanos”.
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