Eduardo Bolsonaro aposta em apoio dos EUA para viabilizar candidatura à Presidência em 2026
Investigado no STF e sob risco de inelegibilidade, deputado confia na influência do governo Donald Trump para reagir a eventual condenação.
- Foto: reprodução YouTube
Notícias do Brasil – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) planeja disputar a Presidência da República em 2026, mas uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) pode frustrar seus planos. O parlamentar é alvo de inquérito por coação no curso do processo, acusado de tentar pressionar magistrados e interferir em julgamentos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Apesar do risco de inelegibilidade, Eduardo tem dito a aliados que não teme ser barrado e acredita que os Estados Unidos atuarão para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Segundo ele, o governo norte-americano reagiria caso ministros do STF decidam condená-lo.
De acordo com o deputado, as sanções impostas por Washington a autoridades brasileiras não teriam sido provocadas por ele, mas definidas unilateralmente pelos EUA. Eduardo sustenta que uma eventual punição por parte do Supremo atrairia novas sanções da Casa Branca contra ministros da Corte, em meio à retomada da influência internacional do ex-presidente Donald Trump, de quem ele é aliado declarado.
Por outro lado, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que o filho “03” do ex-presidente ficou politicamente isolado, sobretudo após a reaproximação entre Trump e Lula. Em telefonema realizado na semana passada, os dois líderes conversaram sobre comércio e diplomacia, mas não mencionaram a família Bolsonaro, segundo fontes ligadas ao governo brasileiro.
Ainda nesta quinta-feira (15/10), está prevista uma rodada de negociações entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O encontro deve tratar do tarifaço sobre exportações brasileiras e das sanções norte-americanas a autoridades.
Enquanto o cenário diplomático se reconfigura, Eduardo Bolsonaro tenta manter a mobilização de sua base conservadora nas redes sociais, apostando no discurso antissistema e de alinhamento internacional com Trump, em meio a um ambiente político cada vez mais incerto.
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