Eduardo Bolsonaro chama condenação de “jogo de cartas marcadas” após decisão do STF
Com a condenação, o ex-deputado ficará impedido de disputar eleições até 2038, conforme os efeitos da sentença..
- Foto: Reprodução
Resumo
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro reagiu à decisão afirmando que o julgamento foi um “jogo de cartas marcadas”. Em entrevista, ele criticou o ministro Alexandre de Moraes, alegou irregularidades no processo e indicou que não pretende recorrer da sentença.
Notícias do Brasil – O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro se pronunciou após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes relacionados à tentativa de interferência em investigações e julgamentos envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Em entrevista concedida na noite desta terça-feira (16), Eduardo afirmou que não teve garantido o pleno direito de defesa e classificou o processo como previamente direcionado para sua condenação.
“Jogo de cartas marcadas”, diz Eduardo
Ao comentar a decisão da Corte, Eduardo Bolsonaro afirmou que o resultado já estaria definido antes mesmo da conclusão do julgamento.
“É um jogo de cartas marcadas feito para me condenar, onde há desrespeito ao devido processo legal e sou impossibilitado de me defender. Qualquer advogado, autoridade ou juiz internacional que olhar esse processo verá que ele é totalmente nulo”, declarou.
O ex-parlamentar também questionou a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Se a gente tem uma Constituição, ela tem que ser respeitada. O Alexandre de Moraes pode até não gostar dela, mas precisa respeitá-la”, afirmou.
Condenação inclui prisão e inelegibilidade
A decisão do STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de multa, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos.
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Com a condenação, o ex-deputado ficará impedido de disputar eleições até 2038, conforme os efeitos da sentença.
Acusação envolve atuação junto aos Estados Unidos
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro realizou declarações públicas e publicações em redes sociais nas quais afirmava ter atuado junto a autoridades norte-americanas para pressionar o Brasil por meio de restrições e sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro.
A acusação sustenta que essas ações teriam como objetivo influenciar decisões relacionadas aos processos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes rebate argumentos da defesa
Durante o julgamento, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou os argumentos apresentados pela Defensoria Pública da União (DPU), que sustentava que Eduardo não teria pleno conhecimento dos atos processuais.
Moraes também criticou a atuação do então parlamentar no exterior.
“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby contra o próprio país”, afirmou o ministro durante a leitura do voto.
A maioria dos ministros da Primeira Turma acompanhou o entendimento do relator, resultando na condenação do ex-deputado.
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