Eduardo diz que Moraes mantém Bolsonaro “em cativeiro” e quer concluir atentado iniciado por Adélio Bispo
Filho do ex-presidente criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que restringiu visitas e proibiu manifestações político-eleitorais durante a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, reagiu à decisão de Alexandre de Moraes e disse que Jair Bolsonaro “não está numa prisão domiciliar”, mas “num cativeiro”.
- Moraes ampliou as restrições: Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições e, por 30 dias, só poderá receber advogados e profissionais da saúde.
- O ministro justificou que Bolsonaro teria descumprido cautelares ao usar terceiros para divulgar conteúdo político, citando uma carta lida por Flávio Bolsonaro como exemplo.
- Eduardo também afirmou antes que a Constituição proíbe manter preso incomunicável, e Moraes rebateu dizendo que Bolsonaro não está incomunicável por conviver diariamente com familiares.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, reagiu neste sábado (18) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o cumprimento da prisão domiciliar.
Em uma publicação na rede social X, Eduardo escreveu:
“Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro.”
Em outra postagem, o ex-deputado também afirmou que:
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“O objetivo de Moraes é terminar o serviço iniciado por Adélio.”
A declaração faz referência a Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG).
O que Alexandre de Moraes decidiu sobre Jair Bolsonaro?
Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições deste ano.
Além disso, o ministro proibiu qualquer visita ao ex-presidente pelos próximos 30 dias, permitindo apenas o acesso de:
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- advogados;
- profissionais da área da saúde.
Segundo Moraes, a medida foi adotada após o entendimento de que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Por que o STF endureceu as restrições?
De acordo com Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro utilizou terceiros para divulgar conteúdo de caráter político, contrariando as restrições determinadas pela Corte.
O ministro citou como exemplo uma carta manuscrita pelo ex-presidente direcionada “aos brasileiros”, que foi lida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República.
Na avaliação do magistrado, o documento possuía finalidade político-eleitoral e foi divulgado utilizando Flávio Bolsonaro como intermediário.
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Moraes afirmou que a prisão domiciliar não pode:
- gerar privilégios incompatíveis com a legislação;
- permitir desobediência às decisões judiciais;
- possibilitar manifestações políticas por meio de terceiros.
Como Moraes respondeu às críticas sobre isolamento?
Na decisão, Alexandre de Moraes rebateu as alegações de que Jair Bolsonaro teria ficado completamente incomunicável.
Segundo o ministro, essa afirmação é “patética”, uma vez que o ex-presidente continua convivendo diariamente com familiares próximos.
Conforme o despacho, Bolsonaro permanece em contato com:
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- a esposa;
- a filha;
- a enteada.
O que Eduardo Bolsonaro publicou antes da nova decisão?
Na noite de sexta-feira (17), antes da divulgação das novas restrições, Eduardo Bolsonaro também utilizou o X para criticar as medidas impostas ao pai.
Na publicação, o ex-deputado afirmou que a Constituição Federal proíbe manter um preso incomunicável, mesmo em situações excepcionais como o estado de defesa.
Segundo Eduardo, a restrição imposta pelo STF violaria esse princípio constitucional.
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