Eduardo diz que Moraes quer matar Bolsonaro, cobra anistia ampla e rejeita “PL da dosimetria” proposta por Paulinho da Força
O parlamentar chegou a comparar Moraes a Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018.

(Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez duras críticas nesta sexta-feira (19) ao colega Paulinho da Força (Solidariedade-SP), escolhido como relator do Projeto de Lei da Anistia na Câmara dos Deputados. Pelas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro rejeitou a possibilidade de uma versão “light” da proposta, defendida por Paulinho, e classificou como “indecoroso e infame” qualquer acordo que não contemple uma anistia ampla, geral e irrestrita.
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Eduardo afirmou que o relator precisa ter cuidado para não ser visto como “colaborador do regime de exceção” que, segundo ele, estaria sendo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom de confronto, o parlamentar chegou a comparar Moraes a Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018.
“Alexandre de Moraes quer assassinar Jair Bolsonaro. Não há diferença entre Alexandre de Moraes e Adélio Bispo. A única diferença é que Moraes tem o poder da caneta maior do que o de Adélio. Eu espero de coração que o Paulinho não compactue com esse regime, porque ele estará desgraçando a vida de várias pessoas para atingir um objetivo político, que é retirar Bolsonaro da eleição do ano que vem”, escreveu.
. @dep_paulinho da Força, vou retribuir o conselho que me deu, sobre colocar a mão na consciência. Entenda de uma vez por todas: eu não abri mão da minha vida no Brasil e arrisquei tudo para trazer justiça e liberdade para meu povo em troca de algum acordo indecoroso e infame… pic.twitter.com/B5ybbkQIF4
— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) September 19, 2025
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Relatoria em disputa
O relator do PL da Anistia, Paulinho da Força, já indicou que pretende apresentar um texto alternativo ao defendido pela ala bolsonarista. A proposta deve reduzir penas impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, mas não conceder o perdão total esperado por aliados do ex-presidente.
A indicação de Paulinho para a relatoria foi interpretada como um movimento da Câmara para buscar uma saída política intermediária, diante das pressões do governo, da oposição e do próprio Judiciário.
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