Eletrobras intensifica esforços para receber dívida bilionária da Amazonas Energia
Distribuidora foi privatizada em 2018, mas que ainda traz prejuízos à ex-estatal e acumula uma inadimplência de 10 bilhões de reais.
- Foto: Divulgação
A Eletrobras, uma das gigantes do setor elétrico brasileiro, está em uma batalha árdua para garantir o recebimento de uma dívida alta da Amazonas Energia, privatizada em 2018. A situação se agrava pelo acumulado de uma inadimplência que atinge a marca dos R$ 10 bilhões, lançando sombras sobre o desempenho financeiro da ex-estatal.
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No primeiro trimestre do ano, a não contabilização de R$ 432 milhões provenientes da Amazonas refletiu diretamente na receita da Eletrobras, conforme apontado em seu balanço divulgado recentemente. O CEO da Eletrobras, Ivan Monteiro, em uma teleconferência na última quinta-feira (2), destacou os esforços incessantes da empresa para reverter essa situação.
“É um volume muito expressivo, já alcança 10 bilhões de reais… Temos buscado não só ações de natureza legal, mas também discussões intensas com a Aneel e o próprio Ministério de Minas e Energia”, afirmou Monteiro.
O impasse ganhou contornos mais definitivos quando a Amazonas Energia deixou de efetuar pagamentos desde novembro, após a agência reguladora recomendar a caducidade da concessão, rejeitando um plano de transferência de controle proposto pelo atual concessionário, o grupo Oliveira Energia.
O vice-presidente jurídico da Eletrobras, Marcelo de Siqueira Freitas, destacou que mais de três quartos do valor total da dívida da Amazonas já estão judicializados, com processos de cobrança em pleno andamento. “Mas nós iremos sim, na sequência, adotar algumas medidas legais mais incisivas, com objetivo de cessar essa situação de inadimplência corrente e também buscar os créditos passados”, afirmou o executivo.
O vice-presidente regulatório da Eletrobras, Rodrigo Limp, expressou a expectativa da companhia em relação ao governo federal ajudar na batalha, aguardando propostas que viabilizem a troca de controle da Amazonas Energia, um passo que poderia desatar os nós dessa complexa situação.
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“Especialmente depois da recomendação de caducidade da Aneel, o atual controlador vem demonstrando crescente perda de condições de prestação dos serviços… Trabalhamos com cenário de termos avanço no curto prazo em termos de troca de controle”, afirmou Limp.
Ainda na teleconferência, os executivos comentaram que a companhia está avançando no desinvestimento de usinas termelétricas, prevendo conclusão do processo ainda em 2024, e que estudará os próximos leilões de transmissão, para avaliar eventual participação.
*Com informações da Reuters
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