Em ato por anistia, Michelle Bolsonaro desafia STF e cobra Fux: ‘Não jogue o seu nome na lama´’
A manifestação foi organizada pelo pastor Silas Malafaia.
- Foto: Reprodução/Redes Socias/X
Notícias do Brasil – Em um discurso carregado de emoção e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) apelou neste domingo (6) ao ministro Luiz Fux por clemência aos réus condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A manifestação, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, foi convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e teve como principal pauta a anistia aos envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
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Durante sua fala, Michelle direcionou apelos diretos a Fux, que pediu vista no julgamento do caso de Débora Rodrigues dos Santos — cabeleireira condenada por pichar com batom a estátua da Justiça, em frente ao STF. A ex-primeira-dama classificou como desproporcional a pena sugerida até o momento, de 14 anos de prisão e multa de R$ 30 milhões.
“Luiz Fux, eu sei que o senhor é um juiz de carreira e não vai jogar seu nome na lama”, declarou Michelle, ao citar também o caso de Adalgiza, uma idosa ré do processo, e o de Cleriston Pereira da Cunha, manifestante que morreu preso antes de ser julgado. “Não deixa a Adalgiza morrer, Luiz Fux. Não faça com essa mulher o que fizeram com o Clezão”, completou.
Michelle mencionou o artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), que prevê pena de três meses a um ano para pichação em monumentos urbanos, com multas que variam entre R$ 800 e R$ 10 mil. Ela comparou esse dispositivo à punição imposta a Débora, classificando o caso como exemplo de “crueldade” e “discrepância” por parte de ministros do Supremo.
A ex-primeira-dama também afirmou que a prisão de Débora só foi convertida em domiciliar graças à pressão de apoiadores: “Ela está em casa hoje por causa da mobilização de vocês, patriotas.”
Além do tom crítico ao Judiciário, Michelle buscou acenar para grupos religiosos e reforçar a pauta de liberdade de expressão e crença. Em um gesto simbólico, abraçou o padre Kelmon e um pai de santo, e mencionou a presença de um rabino que não conseguiu subir ao carro de som.
O ato deste domingo foi organizado pelo pastor Silas Malafaia e contou com a presença de governadores, parlamentares e lideranças evangélicas. Jair Bolsonaro, que também discursou, acenou ao público ao lado da esposa e de aliados políticos. A concentração principal ocorreu em frente ao MASP, com início por volta das 14h.
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