Em meio à seca, ONS faz recomendações para evitar falta de energia
As ações ocorrerão nos períodos do dia quando há maior consumo.
- Foto: Valter Campanato / Agencia Brasil.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou medidas ao Governo para garantir o fornecimento de energia elétrica no Brasil durante os meses de seca. O reservatório das hidrelétricas está sendo impactado pela falta de chuvas, especialmente na região Norte.
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Apesar disso, em nota, nesta terça-feira (20), o órgão alegou que não há risco de desabastecimento: “não há qualquer problema de atendimento energético, e o Sistema Interligado Nacional (SIN) dispõe de recursos suficientes para atender a demanda por energia”, apontou.
As medidas foram apresentadas ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), grupo do Ministério de Minas e Energia (MME), no começo de agosto.
Confira as medidas:
- Minimizar o despacho das usinas hidrelétricas do subsistema Norte, com vistas ao atendimento à ponta de carga nos meses de outubro e novembro;
- Maximizar a disponibilidade de potência ao final do período, o que considera o adiamento de manutenções, quando possível, e a antecipação do retorno de ativos indisponíveis;
- Acionar usinas termoelétricas a GNL com despacho antecipado, como a antecipação para despacho da UTE Termopernambuco, já a partir de outubro de 2024;
- Ampliar mecanismos de resposta da demanda.
Consumo nos horários de pico
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As ações ocorrerão nos períodos do dia quando há um maior consumo de carga. A partir das 17h, o sistema deixa de contar com a geração solar e cerca de 30 GW deixam o sistema em questão de minutos, no mesmo horário o consumo é crescente, pois a população está chegando em suas residências e ligando aparelhos eletrônicos
A entidade apontou a problemática há alguns meses. Na época, disse que o volume de água que chega ao reservatório de uma usina hidrelétrica e que pode ser transformada em energia, está abaixo da MLT (Média de Longo Termo).
“Para os meses de outubro e novembro, o cenário exige a adoção de medidas operativas adicionais e de caráter preventivo”, diz o ONS.
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