Empresa com jatinhos vira alvo da Justiça em caso envolvendo Daniel Vorcaro
Decisão judicial tenta impedir venda de aeronaves e imóveis milionários ligados a empresa do banqueiro preso.

Foto: Reprodução
Resumo:
Justiça mira empresa ligada a Daniel Vorcaro e tenta bloquear venda de jatinhos e imóveis de luxo em meio ao caso Banco Master.
Notícias do Brasil – A Justiça passou a mirar a empresa Viking Participações como peça central nas investigações contra o banqueiro Daniel Vorcaro, ao tentar bloquear a venda de bens de luxo registrados em nome da companhia.
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Empresa é suspeita de ocultar patrimônio
De acordo com decisões judiciais, há indícios de que a empresa tenha sido utilizada para blindagem patrimonial durante a crise do Banco Master.
A instituição foi liquidada pelo Banco Central do Brasil após um escândalo envolvendo suspeitas de fraude e um rombo estimado em R$ 50 bilhões.
Justiça tenta bloquear bens milionários
A pedido do liquidante do banco, a Justiça determinou a inclusão de protestos em bens de alto valor registrados em nome da empresa.
A decisão foi assinada pelo juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências de São Paulo.
Entre os ativos estão:
- Três aeronaves avaliadas em mais de R$ 250 milhões
- Apartamentos de alto padrão na capital paulista
A medida busca evitar a venda ou transferência desses bens, garantindo possível ressarcimento a credores.
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Jatinhos estão entre os principais ativos
Entre as aeronaves ligadas ao empresário estão modelos de alto luxo, utilizados para viagens internacionais.
Um dos aviões, avaliado em cerca de R$ 120 milhões, teria sido adquirido em 2023. Outro jato, também comprado no mesmo período, está avaliado em mais de R$ 100 milhões.

Vorcaro se preparava para viajar ao exterior quando foi preso pela PF. FOTO: Reprodução
Imóveis de luxo também entram na mira
Além das aeronaves, a Justiça também determinou medidas sobre imóveis vinculados à empresa, incluindo um triplex de alto padrão localizado no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.
Há suspeita de tentativa de transferência do imóvel no mesmo dia de uma das prisões do empresário.
Investigação aponta uso da empresa em operações suspeitas
Documentos indicam que a empresa já participava de operações consideradas suspeitas desde os primeiros anos da década de 2020, ainda no período em que o banco operava sob outra denominação.
A suspeita é de que a estrutura tenha sido usada para movimentar recursos e adquirir bens de alto valor.
Defesa não comentou
A reportagem procurou a defesa de Daniel Vorcaro, mas não houve posicionamento sobre as decisões judiciais até o momento.
Caso segue em andamento
As investigações continuam e podem avançar para novas medidas judiciais, conforme o aprofundamento das apurações sobre o destino dos recursos e a responsabilidade dos envolvidos.
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