Empresa ligada à família de Ciro Nogueira recebia pagamentos de grupo associado a Vorcaro, diz PF
Em nota, a defesa do senador afirmou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos
- Foto: Divulgação
Resumo
A Polícia Federal identificou que filhas e a ex-mulher do senador Ciro Nogueira são sócias de uma empresa investigada por supostamente receber pagamentos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso integra a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal apontou que familiares do senador Ciro Nogueira integram o quadro societário da empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários, investigada na Operação Compliance Zero por supostos recebimentos mensais de uma companhia ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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Segundo a investigação, as filhas do senador, Eliane Portella Nogueira Lima e Maria Eduarda Portella Nogueira Lazarte, além da ex-mulher Iracema Portella Nunes Nogueira Lima, aparecem como sócias da empresa. O próprio senador e o irmão dele, Raimundo Nogueira, também integram a composição societária.
Empresa teria recebido pagamentos mensais
De acordo com a apuração da PF, a empresa BRGD S.A., ligada ao grupo empresarial de Vorcaro, realizava transferências mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para a CNFL Empreendimentos Imobiliários.
Os investigadores afirmam que a BRGD era formalmente controlada pelo pai de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro e também alvo da operação.
A Polícia Federal sustenta que os pagamentos são considerados relevantes dentro da investigação que apura possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades no sistema financeiro nacional.
Irmão de Ciro foi alvo de medidas cautelares
O irmão do senador, Raimundo Nogueira, administrador da empresa investigada, foi alvo de busca e apreensão e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal.
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Além disso, a Justiça proibiu contato entre Raimundo e Ciro Nogueira durante o andamento das investigações.
Segundo a PF, as medidas mais rígidas contra Raimundo ocorreram porque ele teria acesso direto a documentos considerados estratégicos para o inquérito.
Filhas possuem maior participação societária
Dados da Junta Comercial do Piauí mostram que as filhas do senador concentram a maior parte da participação na empresa. Maria Eduarda e Eliane possuem 47% cada uma do patrimônio da CNFL Empreendimentos.
Já Iracema Portella aparece com 5% das cotas, enquanto Ciro Nogueira possui 1%.
A PF destacou que Eliane Portella Nogueira Lima também atua como sócia-administradora do empreendimento imobiliário.
Defesa nega irregularidades
Em nota, a defesa do senador afirmou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e negou envolvimento em práticas ilícitas.
Os advogados também criticaram as medidas investigativas adotadas no caso, alegando que decisões invasivas baseadas apenas em troca de mensagens “merecem reflexão e controle rigoroso de legalidade”. A Operação Compliance Zero segue em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
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