Empresário suspeito de fraudar o INSS bloqueia iPhone em frente à CPMI e atrapalha investigação
Suspeito teria desligado e reiniciado o aparelho para impedir acesso a dados no celular entregue à comissão.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Empresário suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS teria usado um truque tecnológico para impedir que investigadores acessassem seu iPhone durante sessão da CPMI do INSS no Congresso.
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Notícias do Brasil – Um empresário investigado por supostamente criar um programa para fraudar biometria facial e assinaturas digitais de aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) usou um truque tecnológico para obstruir a investigação durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS no Congresso Nacional.
Segundo informou o jornal Metrópoles, o empresário identificado como Igor Dias Delecrode, suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS, acionou mecanismos de segurança do próprio iPhone no momento em que entregava o celular às autoridades, impedindo que peritos extraíssem qualquer dado do aparelho.
Técnica usada bloqueou acesso à investigação
Delecrode teria desligado e reiniciado o iPhone em frente aos membros da CPMI logo após o colegiado aprovar a apreensão do dispositivo. O procedimento colocou o aparelho no modo conhecido como “antes do primeiro desbloqueio”, no qual as chaves de criptografia são descarregadas da memória RAM, tornando impossível acessar mensagens, arquivos e registros sem a senha do dono.
Um relatório da Polícia Federal citado pela coluna indica que os investigadores foram incapazes de extrair dados do telefone, mesmo após perícia técnica, justamente por causa da ação voluntária do suspeito.
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Caso segue sob investigação
Os investigadores chamaram a manobra de “gênio do mal” pela forma como o empresário teria utilizado os recursos do próprio dispositivo para se proteger de buscas judiciais. Delecrode se recusou a fornecer a senha do aparelho, o que bloqueou o acesso de peritos e autoridades aos dados.
A apreensão do celular foi aprovada em sessão da CPMI realizada em novembro de 2025, após votação simbólica, e o dispositivo passou às mãos da Polícia Legislativa para análise pericial.
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A operação faz parte de um conjunto de medidas parlamentares e policiais que investigam grandes esquemas de fraudes contra o INSS, que têm resultado em prejuízos bilionários aos cofres públicos e aos aposentados.
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