Enquanto venezuelanos comemoram, militantes da esquerda brasileira fazem manifestação pedindo “Maduro livre”
Manifestantes marcharam até a Embaixada dos Estados Unidos denunciando “imperialismo” e pedindo libertação do ditador venezuelano.
- Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles
Resumo rápido
Em Brasília, manifestantes de esquerda marcharam do Museu da República à Embaixada dos EUA contra a ofensiva que capturou Nicolás Maduro, com gritos contra o “imperialismo” e defesa da soberania venezuelana. Em São Paulo e Rio houve atos semelhantes, enquanto venezuelanos em cidades como Manaus celebraram a queda do ditador com bandeiras, hinos e carreatas.
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Notícias do Brasil – Manifestantes de esquerda realizaram, no fim da tarde desta segunda-feira (5), uma marcha em Brasília contra ações dos Estados Unidos na América Latina, com foco direto na crise política da Venezuela. O ato começou no Museu da República, e seguiu até a Embaixada dos Estados Unidos.
A mobilização foi convocada após uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos, realizada na madrugada de sábado (3), contra o território venezuelano. A operação resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, que agora estão sob custódia de autoridades norte-americanas.
Ainda de acordo com os organizadores do protesto, Maduro deverá ser levado à Justiça em Nova York para responder a acusações relacionadas a narcoterrorismo.
Palavras de ordem e críticas ao “imperialismo”
Durante a marcha, manifestantes entoaram palavras de ordem com tom agressivo e ideológico. Entre os gritos registrados estavam frases contra o ex-presidente norte-americano Donald Trump, críticas a Israel e slogans que defendiam a soberania da Venezuela.
Faixas e discursos acusavam os Estados Unidos de promover “barbaridades imperialistas” na América Latina e exigiam a libertação imediata de Nicolás Maduro. Para os participantes, a ação militar representa uma ameaça direta à autodeterminação dos países latino-americanos.
Esquema de segurança e interdições
A Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou a manifestação com ao menos oito viaturas. Duas delas seguiram junto à marcha, além de duas unidades do Corpo de Bombeiros Militar do DF. O esquema de segurança incluiu a interdição temporária das vias L2 e L4, para garantir o deslocamento dos manifestantes e reduzir impactos no trânsito.
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Outros estados
A manifestação também ocorreu em outras capitais brasileiras como em São Paulo, Rio de Janeiro quando dezenas de militantes socialistas foram para frente do Consulado dos Estados Unidos para exigir a liberação do ditador.
⚡️Decenas de manifestantes se congregaron en São Paulo, Brasil, frente al Consulado General de Estados Unidos para exigir la liberación del presidente Nicolás Maduro y de la primera dama, Cilia Flores, secuestrados por Washington el pasado sábado. pic.twitter.com/rRF0ouCaUz
— RT en Español (@ActualidadRT) January 5, 2026
No Rio de Janeiro os manifestantes queimaram a bandeira dos Estados Unidos e em discursos e faixas defenderam a soberania venezuelana.
Se quema la bandera de Estados Unidos frente a su consulado en Rio de Janeiro. Los manifestantes brasileños rechazan a un gobierno que se cree dueño del mundo.
América Latina es territorio libre y zona de paz. pic.twitter.com/0H2j9kEMTG
— André Vieira (@AndreteleSUR) January 5, 2026
Venezuelanos comemoram
Desde sábado (3), milhares de venezuelanos que vivem no norte do Brasil e na Venezuela realizaram atos para comemorar a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A notícia provocou manifestações de alegria entre migrantes que deixaram o país por causa da crise política, econômica e social.
Leia mais: Venezuelanos realizam ato em Manaus para comemorar queda de Maduro
Em Manaus vários venezuelanos se reuniram na noite de sábado (3), no Largo de São Sebastião, no Centro da capital amazonense, para manifestar apoio à captura de Maduro.
Durante o ato, os manifestantes cantavam o hino nacional da Venezuela, palavras de liberdade e comemoravam a prisão de Nicolás Maduro. Mais cedo também houve uma carreta de imigrantes na Avenida Max Teixeira.
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