Escândalo na aviação: PF diz que Voepass burlava fiscalização antes da tragédia com 62 mortos
Investigação aponta que companhia ocultava falhas mecânicas, pressionava funcionários e mantinha aeronaves em operação mesmo com problemas, segundo a Polícia Federal.
- O relatório final da Polícia Federal concluiu que a Voepass adotava práticas para ocultar falhas técnicas e evitar que aeronaves fossem retiradas de operação durante fiscalizações da ANAC, priorizando a disponibilidade da frota em detrimento da segurança operacional.
- A investigação aponta omissão de registros de panes, tratamento informal de problemas e pressão para não formalizar falhas, incluindo relatos de intimidação contra profissionais que insistiam em registrar irregularidades.
- O caso está ligado ao acidente de agosto de 2024 que deixou 62 mortos, com indiciamento de 16 pessoas; a Voepass nega irregularidades e afirma cooperação com as investigações.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Reprodução/VoePass
Notícias do Brasil – O relatório final da Polícia Federal sobre a queda do voo 2283 da Voepass concluiu que a companhia adotava práticas para ocultar falhas técnicas e evitar que aeronaves fossem retiradas de operação durante fiscalizações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a investigação, a empresa teria priorizado a disponibilidade da frota em detrimento da segurança operacional, criando uma cultura de omissão de registros de manutenção.
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Falhas no sistema de degelo eram omitidas
De acordo com o inquérito, uma das principais irregularidades era a ausência de registros oficiais de panes no sistema de degelo das aeronaves.
A PF afirma que pilotos e equipes de manutenção tratavam diversos problemas de forma informal, sem registrar as ocorrências no Technical LogBook (TLB), documento obrigatório utilizado para informar falhas técnicas à Anac.
A investigação aponta que essa prática permitia que os aviões continuassem operando normalmente, mesmo apresentando defeitos que exigiriam manutenção.
Relatório cita pressão sobre funcionários
Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que funcionários sofriam pressão para não formalizar problemas mecânicos.
Segundo a PF, gestores orientavam que as falhas só fossem registradas quando as aeronaves chegassem à base principal da companhia, evitando que fossem impedidas de decolar em outros aeroportos.
O relatório também menciona relatos de intimidação e ameaças de demissão contra profissionais que insistiam em registrar irregularidades.
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Outras irregularidades identificadas
Além da omissão de panes, a Polícia Federal aponta outras práticas consideradas irregulares na companhia, entre elas:
- utilização de manobras administrativas para prolongar o uso de equipamentos com defeito;
- instalação de componentes retirados de outras aeronaves sem a inspeção técnica exigida;
- promoção de pilotos sem a experiência mínima prevista pelos próprios critérios internos da empresa.
Para os investigadores, esse conjunto de práticas contribuiu diretamente para o acidente ocorrido em agosto de 2024.
Voepass nega irregularidades
Em nota, a Voepass afirmou que sempre cumpriu os protocolos de segurança, manutenção e treinamento previstos pela Anac.
A companhia informou que colaborou integralmente com as investigações, reiterou que a segurança operacional sempre foi prioridade e declarou que exercerá seu direito de defesa durante o andamento do processo.
Tragédia deixou 62 mortos
O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283 caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo.
A aeronave fazia o trajeto entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). Todos os 62 ocupantes — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram.
Ao fim da investigação, a Polícia Federal indiciou 16 pessoas ligadas à companhia por diferentes crimes relacionados ao desastre.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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