Especialistas afirmam que maconha não destrói neurônios
Médicos destacam que o uso frequente da droga, especialmente na adolescência, pode afetar funções importantes do cérebro.
- Foto: AM POST
Resumo
Especialistas explicam que a maconha não destrói neurônios, diferentemente do álcool e de solventes inalantes. No entanto, o consumo frequente pode comprometer memória, concentração e desenvolvimento cerebral, principalmente entre adolescentes.
Notícias do Brasil – A ideia de que a maconha destrói neurônios é um dos mitos mais conhecidos sobre a droga. Segundo especialistas, embora a substância altere o funcionamento do cérebro e possa causar prejuízos cognitivos, ela não provoca a morte das células nervosas da mesma forma que outras drogas, como álcool e solventes inalantes.
A explicação foi dada pelo psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ao abordar os efeitos da maconha sobre o organismo humano.
De acordo com o especialista, substâncias como álcool, éter, cola de sapateiro, benzina e lança-perfume possuem efeito tóxico capaz de matar neurônios. Já a maconha atua alterando a comunicação entre essas células, sem destruí-las diretamente.
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Uso frequente pode afetar funções cerebrais
Apesar de não provocar a morte dos neurônios, o consumo frequente da maconha não é considerado inofensivo pelos especialistas.
Estudos apontam que o uso contínuo pode causar alterações na memória, na capacidade de concentração, no aprendizado e em outras funções cognitivas importantes para o dia a dia.
Esses impactos tendem a ser mais perceptíveis quando o consumo ocorre de forma intensa ou durante longos períodos.
Segundo os especialistas, os efeitos variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores como frequência de uso, quantidade consumida e idade do usuário.
Adolescência é fase de maior vulnerabilidade
Os riscos associados à maconha ganham maior relevância quando envolvem adolescentes.
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Nessa fase da vida, o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente o córtex pré-frontal, região responsável por funções como planejamento, tomada de decisões, controle de impulsos e avaliação de consequências.
Especialistas alertam que o uso excessivo da droga durante esse período pode interferir no amadurecimento dessa área cerebral, aumentando o risco de dificuldades cognitivas e comportamentais.
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Por isso, médicos recomendam atenção especial ao consumo entre jovens, uma vez que os impactos podem se estender para a vida adulta.
Direção sob efeito da droga preocupa especialistas
Outro ponto destacado pelos pesquisadores envolve a segurança no trânsito.
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Um estudo realizado na Holanda comparou motoristas sob efeito de álcool e usuários de maconha ao volante. O resultado mostrou que ambos os grupos apresentavam condições inadequadas para dirigir.
A pesquisa apontou que motoristas que haviam consumido maconha demonstravam maior percepção de que estavam em situação de vulnerabilidade, mas isso não eliminava os riscos associados à condução de veículos.
Especialistas ressaltam que alterações na atenção, no tempo de reação e na coordenação motora podem comprometer a capacidade de dirigir com segurança.
Cannabis medicinal segue critérios diferentes
Os especialistas fazem questão de diferenciar o uso recreativo da maconha da utilização medicinal da cannabis.
Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, os possíveis danos associados ao consumo recreativo não se aplicam automaticamente aos tratamentos médicos.
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“O uso medicinal é com acompanhamento, com doses seguras”, destaca o especialista.
Atualmente, derivados da cannabis são utilizados em tratamentos de diversas condições clínicas, sempre sob supervisão profissional e seguindo protocolos específicos.
Maconha pode causar dependência
Embora seja considerada uma droga com menor potencial de dependência quando comparada a substâncias como álcool, cocaína e nicotina, a maconha também pode provocar vício.
Especialistas explicam que parte dos usuários desenvolve dependência psicológica e dificuldade para interromper o consumo, especialmente quando o uso se torna frequente.
Ainda assim, estudos indicam que o risco de dependência é inferior ao observado em diversas outras drogas lícitas e ilícitas.
O consenso entre médicos e pesquisadores é que a maconha não destrói neurônios, mas seu consumo frequente, principalmente durante a adolescência, pode trazer consequências importantes para o funcionamento cerebral, exigindo informação, orientação e acompanhamento adequado.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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