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Especialistas afirmam que maconha não destrói neurônios

Médicos destacam que o uso frequente da droga, especialmente na adolescência, pode afetar funções importantes do cérebro.

Por Natan AMPOST

01/06/2026 às 13:09 - Atualizado em 01/06/2026 às 14:30

Resumo


Especialistas explicam que a maconha não destrói neurônios, diferentemente do álcool e de solventes inalantes. No entanto, o consumo frequente pode comprometer memória, concentração e desenvolvimento cerebral, principalmente entre adolescentes.

Notícias do Brasil – A ideia de que a maconha destrói neurônios é um dos mitos mais conhecidos sobre a droga. Segundo especialistas, embora a substância altere o funcionamento do cérebro e possa causar prejuízos cognitivos, ela não provoca a morte das células nervosas da mesma forma que outras drogas, como álcool e solventes inalantes.

A explicação foi dada pelo psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ao abordar os efeitos da maconha sobre o organismo humano.

De acordo com o especialista, substâncias como álcool, éter, cola de sapateiro, benzina e lança-perfume possuem efeito tóxico capaz de matar neurônios. Já a maconha atua alterando a comunicação entre essas células, sem destruí-las diretamente.

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Uso frequente pode afetar funções cerebrais

Apesar de não provocar a morte dos neurônios, o consumo frequente da maconha não é considerado inofensivo pelos especialistas.

Estudos apontam que o uso contínuo pode causar alterações na memória, na capacidade de concentração, no aprendizado e em outras funções cognitivas importantes para o dia a dia.

Esses impactos tendem a ser mais perceptíveis quando o consumo ocorre de forma intensa ou durante longos períodos.

Segundo os especialistas, os efeitos variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores como frequência de uso, quantidade consumida e idade do usuário.

Adolescência é fase de maior vulnerabilidade

Os riscos associados à maconha ganham maior relevância quando envolvem adolescentes.

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Nessa fase da vida, o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente o córtex pré-frontal, região responsável por funções como planejamento, tomada de decisões, controle de impulsos e avaliação de consequências.

Especialistas alertam que o uso excessivo da droga durante esse período pode interferir no amadurecimento dessa área cerebral, aumentando o risco de dificuldades cognitivas e comportamentais.

Leia mais: Polícia Federal apreende 11 kg de maconha no Aeroporto de Manaus

Por isso, médicos recomendam atenção especial ao consumo entre jovens, uma vez que os impactos podem se estender para a vida adulta.

Direção sob efeito da droga preocupa especialistas

Outro ponto destacado pelos pesquisadores envolve a segurança no trânsito.

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Um estudo realizado na Holanda comparou motoristas sob efeito de álcool e usuários de maconha ao volante. O resultado mostrou que ambos os grupos apresentavam condições inadequadas para dirigir.

A pesquisa apontou que motoristas que haviam consumido maconha demonstravam maior percepção de que estavam em situação de vulnerabilidade, mas isso não eliminava os riscos associados à condução de veículos.

Especialistas ressaltam que alterações na atenção, no tempo de reação e na coordenação motora podem comprometer a capacidade de dirigir com segurança.

Cannabis medicinal segue critérios diferentes

Os especialistas fazem questão de diferenciar o uso recreativo da maconha da utilização medicinal da cannabis.

Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, os possíveis danos associados ao consumo recreativo não se aplicam automaticamente aos tratamentos médicos.

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O uso medicinal é com acompanhamento, com doses seguras”, destaca o especialista.

Atualmente, derivados da cannabis são utilizados em tratamentos de diversas condições clínicas, sempre sob supervisão profissional e seguindo protocolos específicos.

Maconha pode causar dependência

Embora seja considerada uma droga com menor potencial de dependência quando comparada a substâncias como álcool, cocaína e nicotina, a maconha também pode provocar vício.

Especialistas explicam que parte dos usuários desenvolve dependência psicológica e dificuldade para interromper o consumo, especialmente quando o uso se torna frequente.

Ainda assim, estudos indicam que o risco de dependência é inferior ao observado em diversas outras drogas lícitas e ilícitas.

O consenso entre médicos e pesquisadores é que a maconha não destrói neurônios, mas seu consumo frequente, principalmente durante a adolescência, pode trazer consequências importantes para o funcionamento cerebral, exigindo informação, orientação e acompanhamento adequado.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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