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Especialistas alertam sobre doença cardíaca silenciosa associada à morte súbita de Gabriel Ganley

Condição provoca espessamento do músculo do coração e pode desencadear arritmias graves durante esforço físico.

Por Beatriz Silveira

25/05/2026 às 19:02 - Atualizado em 02/06/2026 às 10:20

foto de gabriel ganley

Foto: Reprodução/ Instagram

Resumo

A cardiomiopatia hipertrófica, doença apontada no atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode causar arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita. Especialistas alertam que a condição pode permanecer silenciosa por anos e se manifestar durante exercícios intensos, além de destacarem os riscos associados ao uso de anabolizantes e outras substâncias para ganho muscular.

Notícias do Brasil – A cardiomiopatia hipertrófica, doença citada no atestado de óbito do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, é uma condição cardíaca que provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode levar a complicações graves, incluindo arritmias, insuficiência cardíaca e morte súbita.

Segundo especialistas, a doença muitas vezes evolui de forma silenciosa e pode se manifestar justamente durante momentos de maior esforço físico, como treinos intensos e competições esportivas.

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Na cardiomiopatia hipertrófica, parte do músculo cardíaco cresce além do esperado, deixando o coração mais rígido e reduzindo o espaço interno responsável pelo armazenamento de sangue antes do bombeamento.

Doença pode ter origem genética ou ser adquirida

O cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que o espessamento compromete o funcionamento adequado do coração.

“A parede vai ficando mais grossa e a cavidade de dentro acaba ficando menor. Isso dificulta o enchimento e o funcionamento normal do coração”, afirmou.

Leia também: Idosa morre atropelada por motociclista de aplicativo sem CNH na Zona Leste de Manaus

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Já o cardiologista Elzo Mattar, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, destaca que a condição pode ser hereditária ou adquirida ao longo da vida, inclusive com relação ao uso de esteroides anabolizantes.

Na forma genética, a doença apresenta padrão hereditário autossômico dominante, com 50% de chance de transmissão entre pais e filhos. Ela é considerada uma das principais causas de morte súbita em pessoas com menos de 35 anos.

Exercício intenso pode desencadear arritmias graves

De acordo com os especialistas, durante atividades físicas intensas o aumento da frequência cardíaca pode funcionar como gatilho para arritmias malignas, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular.

Essas alterações impedem o coração de bombear sangue adequadamente para o cérebro e outros órgãos, podendo evoluir rapidamente para parada cardiorrespiratória.

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“Algumas pessoas só vão descobrir por meio da morte súbita”, alertou Katayose.

Por causa dos riscos, pacientes diagnosticados com a doença geralmente não são liberados para práticas esportivas de alto rendimento.

Especialistas alertam sobre riscos dos anabolizantes

Além da predisposição genética, os médicos apontam que o uso de esteroides anabolizantes pode favorecer o desenvolvimento da cardiomiopatia hipertrófica.

Segundo Mattar, essas substâncias elevam a pressão arterial e aumentam a carga de trabalho do coração, levando ao crescimento desorganizado do músculo cardíaco.

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O especialista explica ainda que o crescimento acelerado da parede cardíaca pode comprometer a irrigação sanguínea do próprio coração, causando áreas de necrose e fibrose, que favorecem arritmias graves.

Além dos anabolizantes, Gabriel Ganley também havia relatado nas redes sociais o uso de insulina com fins estéticos e de ganho muscular.

Especialistas explicam que a insulina não causa diretamente cardiomiopatia hipertrófica, mas pode aumentar os riscos quando utilizada sem indicação médica, especialmente em combinação com outras substâncias.

Diagnóstico exige exames e acompanhamento médico

O diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica é realizado por meio de exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética cardíaca.

Como a forma genética da doença pode ser hereditária, médicos reforçam a importância de familiares próximos também realizarem avaliação médica após a confirmação do diagnóstico.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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