Esposa de policial morto divulga última conversa que teve com o marido durante megaoperação no RJ; veja
Mensagens mostram os minutos finais de contato entre Herbert Fonseca e a esposa antes de ele ser atingido durante a megaoperação.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Momentos antes de ser morto durante a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, o sargento do Bope, Herbert Carvalho da Fonseca, de 39 anos, enviou sua última mensagem à esposa, Jessica Michele. O diálogo, compartilhado pela viúva nesta quarta-feira (29), mostra a preocupação e a fé do casal minutos antes da tragédia.
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Na troca de mensagens pelo WhatsApp, Jessica pergunta ao marido: “Você está bem? Deus está te cobrindo. Estou orando”. Herbert responde pedindo que ela continuasse com as orações, mas logo depois deixa de responder. As tentativas seguintes de contato revelam o desespero da mulher ao perceber o silêncio repentino. “Te amo. Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder”, escreveu Jessica, sem imaginar que aquelas seriam suas últimas palavras ao marido.
O sargento Herbert foi morto durante o confronto que marcou a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, deflagrada na terça-feira (28). Ele atuava há 17 anos na corporação e fazia parte do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Na mesma ação, o policial Cleiton Serafim Gonçalves, colega de Herbert, também perdeu a vida em combate.
Horas depois da confirmação da morte, Jessica publicou nas redes sociais o print da conversa e um desabafo comovente. “Você não falou mais. E agora, o que vou falar para Sofia (filha do casal)?”, escreveu, acompanhando o texto com uma foto do marido fardado.
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No post, a viúva relembrou uma frase que Herbert costumava dizer sempre que perdia um companheiro de farda. “Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos, toda vez que perdia um colega. Que o dia que acontecesse com ele, iria fazendo o que mais amava. E a gente nunca acredita, esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor”, lamentou.
O corpo do sargento foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), e o sepultamento será acompanhado por familiares, amigos e colegas de farda.
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