Estadão critica política fiscal de Lula e compara governo às “pedaladas” Dilma Rousseff
Texto aponta uso de mecanismos que ampliariam despesas fora das regras fiscais.
- Foto: PR
Resumo
Editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo comparou medidas econômicas do governo Lula às práticas adotadas durante a gestão Dilma Rousseff. O texto cita estudo da XP Investimentos que aponta R$ 215 bilhões em gastos e renúncias fiscais fora das regras tradicionais do arcabouço fiscal.
Notícias do Brasil – O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial com críticas à condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto compara medidas adotadas pela atual gestão às práticas fiscais utilizadas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
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A publicação utiliza como base um levantamento elaborado pelo economista Marcos Mendes, da XP Investimentos, que identificou 33 iniciativas econômicas classificadas como medidas de estímulo fiscal adotadas pelo governo federal ao longo deste ano. Segundo o estudo citado pelo editorial, o conjunto das ações representa cerca de R$ 215 bilhões entre aumento de despesas públicas e renúncias fiscais.
Relatório aponta impacto fora do arcabouço fiscal
O editorial afirma que grande parte dos valores apontados no levantamento não aparece integralmente nos indicadores oficiais do novo arcabouço fiscal aprovado pelo governo. De acordo com o texto, aproximadamente 96% do montante identificado estaria fora da contabilização tradicional das despesas primárias monitoradas pelas regras fiscais atuais. O jornal sustenta que parte das medidas utiliza mecanismos que permitem ampliar gastos públicos sem impacto imediato nos limites previstos pelo arcabouço.
Entre os pontos destacados pela publicação estão programas de crédito subsidiado, utilização de fundos públicos e abertura de créditos extraordinários.
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O texto menciona como exemplo programas de financiamento apoiados pelo Tesouro Nacional, nos quais os recursos são contabilizados como empréstimos ou ativos financeiros, mesmo com risco de impacto futuro na dívida pública. O editorial também critica o direcionamento de recursos de fundos públicos para programas de incentivo econômico e social.
Comparação com governo Dilma Rousseff
Ao longo do texto, o Estadão faz paralelos entre a atual política econômica e o cenário registrado nos anos finais do governo Dilma Rousseff, período marcado por debates sobre déficit fiscal, expansão de gastos e as chamadas “pedaladas fiscais”.
O jornal afirma que o atual modelo de gestão fiscal estaria promovendo crescimento da dívida pública e aumento das pressões sobre as contas federais.
A publicação conclui afirmando que o cenário econômico reacende discussões sobre transparência fiscal, responsabilidade orçamentária e sustentabilidade das contas públicas.
Debate econômico segue no centro do cenário político
A discussão sobre gastos públicos, equilíbrio fiscal e crescimento econômico deve permanecer no centro do debate político e econômico nos próximos meses, especialmente diante das projeções para as eleições de 2026.
Enquanto setores do mercado defendem maior controle fiscal e redução das despesas públicas, integrantes do governo argumentam que programas de estímulo econômico são necessários para ampliar investimentos, renda e crescimento da economia.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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