Estados Unidos monitoram Pix desde 2022; entenda
Agora, a agência norte-americana anunciou uma investigação formal para apurar possíveis práticas comerciais consideradas desleais.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Desde 2022, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, vem sendo acompanhado com atenção pelas autoridades dos Estados Unidos. O alerta foi feito pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que em seu relatório anual classificou o Pix como um ponto de preocupação comercial, dado o seu potencial impacto sobre as exportações e empresas norte-americanas.
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No documento, o USTR destacou o duplo papel do Banco Central do Brasil (BC) como regulador e operador do Pix, questionando se isso cria condições desiguais no mercado de pagamentos. Apesar de apenas a edição de 2022 mencionar diretamente o Pix, outros relatórios continuam apontando o sistema financeiro brasileiro como um fator de atenção.
Agora, a agência norte-americana anunciou uma investigação formal para apurar possíveis práticas comerciais consideradas desleais. A investigação abrange também o estímulo estatal ao uso do Pix, além de outras ações do Brasil que, segundo o ex-presidente Donald Trump, afetariam empresas de tecnologia dos EUA — como Meta, dona do WhatsApp.
Analistas afirmam que o desconforto norte-americano pode ter relação com a concorrência direta do Pix, gratuito e amplamente adotado no Brasil, com operadoras de cartão de crédito e sistemas como o WhatsApp Pay. Este último chegou a ser lançado em 2020, mas teve seu funcionamento suspenso pelo BC e pelo Cade poucos dias depois, sob justificativa de riscos à concorrência e ao sistema financeiro.
Para especialistas, como a economista Cristina Helena Mello, o Pix representa um avanço legítimo e necessário. “Foi uma solução eficiente, inclusiva e alinhada à legislação brasileira”, afirmou.
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