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EUA abrem investigação comercial contra o Brasil a pedido de Trump e reclamam de PIX, 25 de Março e pirataria

No documento, o governo norte-americano aponta diversas práticas brasileiras que, segundo sua avaliação, prejudicam empresas dos Estados Unidos.

Por Hugo Guimarães

16/07/2025 às 10:01 - Atualizado em 05/08/2025 às 16:11

Notícias do Brasil – O governo dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump, abriu uma investigação formal para apurar práticas adotadas pelo Brasil que, segundo Washington, prejudicam o comércio norte-americano e distorcem a concorrência internacional. A apuração está sendo conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), e abrange seis áreas críticas, incluindo o sistema de pagamentos Pix, tarifas de importação, desmatamento, etanol, corrupção e violações de propriedade intelectual — com destaque para o comércio informal da Rua 25 de Março, em São Paulo.

A decisão foi tomada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, instrumento que autoriza o governo americano a investigar práticas comerciais consideradas injustas por parceiros estrangeiros e, se necessário, aplicar medidas retaliatórias. Caso o Brasil não apresente justificativas consideradas satisfatórias, o país poderá sofrer novas sanções, agravando ainda mais a tensão comercial entre as duas economias.

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O documento divulgado pelo USTR aponta que diversas políticas brasileiras “distorcem a concorrência” e criam barreiras injustas às empresas norte-americanas. Entre os alvos da investigação estão supostos subsídios internos, práticas desleais no comércio de etanol e falhas na proteção à propriedade intelectual, especialmente no que diz respeito à pirataria e ao mercado paralelo. A plataforma de pagamentos Pix também foi mencionada como uma possível fonte de preocupação, em razão de seu impacto no setor financeiro e na entrada de empresas estrangeiras.

Outro ponto que chamou atenção foi a inclusão do desmatamento na lista de preocupações. Os EUA alegam que o avanço do desmate ilegal, sobretudo na Amazônia, afeta negativamente a imagem de empresas americanas envolvidas em cadeias produtivas no Brasil, além de violar compromissos ambientais internacionais.

Leia mais: Não aceito que Trump venha meter o bedelho em um caso interno nosso, diz Hamilton Mourão

O processo investigativo prevê consultas diplomáticas e uma audiência pública agendada para 3 de setembro de 2025. Empresas e entidades interessadas poderão apresentar comentários formais até 18 de agosto. A expectativa é de que o USTR finalize o parecer no segundo semestre.

A abertura da investigação ocorre poucos dias após os Estados Unidos anunciarem a imposição de uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, com vigência prevista para 1º de agosto. A medida foi interpretada como um primeiro passo de pressão econômica, e pode ser ampliada caso o impasse persista.

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O governo brasileiro ainda não divulgou uma resposta oficial à iniciativa americana, mas fontes do Itamaraty indicam que o país tentará buscar diálogo diplomático antes que novas retaliações sejam adotadas. Analistas avaliam que a situação coloca o Brasil em uma posição delicada, especialmente em meio à tentativa de fortalecer sua presença internacional e atrair investimentos.

Entre os temas centrais da investigação estão:

Comércio digital: os EUA alegam que empresas americanas vêm sendo retaliadas por se recusarem a moderar conteúdos políticos no Brasil;

Tarifas preferenciais: o Brasil seria acusado de favorecer parceiros comerciais em detrimento de empresas americanas;

Etanol: segundo o relatório, o Brasil teria recuado do compromisso de manter o etanol americano isento de tarifas;

Propriedade intelectual e corrupção: o governo brasileiro é acusado de falhas na proteção de patentes e na aplicação de medidas anticorrupção;

Meio ambiente: o texto afirma que o Brasil não tem combatido de forma eficaz o desmatamento ilegal, prejudicando a competitividade de setores agrícolas e madeireiros dos EUA.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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