EUA citam decisão de Toffoli sobre Odebrecht ao defender tarifa de 25% contra o Brasil
No texto, o governo norte-americano afirma que o Brasil falhou em manter mecanismos eficazes de combate ao suborno e à corrupção.
- Foto: STF
Resumo
Um relatório do governo dos Estados Unidos citou a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que anulou provas da Odebrecht, ao justificar críticas ao combate à corrupção no Brasil. O documento propõe tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e aponta supostos prejuízos ao comércio norte-americano.
Notícias do Brasil – O governo dos Estados Unidos incluiu uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em um relatório que fundamenta a proposta de sobretaxar produtos brasileiros em 25%. O documento foi divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e critica o que considera um enfraquecimento das políticas anticorrupção no Brasil.
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Segundo o relatório, a anulação das provas obtidas no acordo de leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli em 2023, gerou insegurança jurídica e impactou investigações relacionadas à Operação Lava Jato.
Documento associa decisão do STF a retrocesso no combate à corrupção
No texto, o governo norte-americano afirma que o Brasil falhou em manter mecanismos eficazes de combate ao suborno e à corrupção. A decisão envolvendo a Odebrecht é apontada como um marco que teria provocado a anulação de mais de uma centena de processos ligados à antiga Lava Jato.
O relatório sustenta que esse cenário cria um ambiente desfavorável para empresas estrangeiras, especialmente companhias dos Estados Unidos submetidas a regras rígidas de integridade e compliance.
EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
A investigação foi aberta com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelos EUA para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional.
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Além das críticas ao sistema anticorrupção brasileiro, o relatório menciona outros temas que, segundo os americanos, prejudicariam empresas norte-americanas. Entre eles estão:
- políticas ligadas ao Pix e pagamentos eletrônicos;
- barreiras comerciais ao etanol;
- questões de propriedade intelectual;
- desmatamento ilegal;
- ambiente regulatório brasileiro.
Com base nessas alegações, o USTR propõe a aplicação de tarifas extras de 25% sobre produtos importados do Brasil, embora alguns itens específicos possam ficar de fora da medida.
Relatório também menciona índices internacionais
O documento ainda cita avaliações recentes da Transparência Internacional, afirmando que o Brasil registrou queda nos indicadores globais de percepção da corrupção nos últimos anos.
Para os investigadores americanos, a falta de punições efetivas e a instabilidade jurídica poderiam gerar vantagens indevidas a empresas brasileiras frente a concorrentes estrangeiras.
Medida ainda será debatida em audiência pública
A proposta de sobretaxação ainda passará por consultas públicas e audiências previstas para julho. A decisão final caberá ao governo dos Estados Unidos após a conclusão das discussões internas sobre o caso.
O tema ampliou a tensão diplomática entre os dois países e provocou reações políticas no Brasil, especialmente após críticas envolvendo o Pix e decisões do Judiciário brasileiro.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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