EUA vai anunciar nova tarifa que pode afetar o Brasil; taxa sobre produtos pode chegar a 37,5%
Nova medida do governo Donald Trump prevê tarifa adicional de 12,5% para mais de 60 países.
- Os EUA devem anunciar uma nova rodada de tarifas de importação na quinta-feira (23) que afetará cerca de 60 países, incluindo o Brasil, substituindo a tarifa global temporária de 10% que vence em 24/01.
- A cobrança de 12,5% (para países como o Brasil) vem de uma investigação do USTR (Seção 301) sobre mecanismos contra trabalho forçado; países com proibições ou acordos específicos teriam tarifa de 10%.
- Produtos brasileiros podem enfrentar aumento total de até 37,5% (25% da sobretaxa já em vigor + 12,5% da nova tarifa), elevando custos de exportação para os EUA.
- O impacto pode reduzir a competitividade de setores exportadores e afetar cadeias produtivas que dependem do mercado norte-americano; o Planalto já acompanha a implementação.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução/YouTube/Casa Branca
Notícias do Brasil – Os Estados Unidos devem anunciar nesta quinta-feira (23) uma nova rodada de tarifas de importação que atingirá cerca de 60 países, incluindo o Brasil. O anúncio foi confirmado pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa.
A medida substituirá a tarifa global temporária de 10%, criada pela administração do presidente Donald Trump no início de 2026, cuja validade termina nesta sexta-feira (24).
O anúncio oficial será feito pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Por que o Brasil será atingido pela nova tarifa?
Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a nova cobrança é resultado de uma investigação aberta em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
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A apuração analisou se os países investigados possuem mecanismos eficazes para combater o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
De acordo com o USTR:
- Países que já proíbem a importação de produtos oriundos de trabalho forçado ou possuem acordos específicos receberão tarifa de 10%;
- Os demais países, entre eles o Brasil, ficarão sujeitos à tarifa de 12,5%.
Quanto os produtos brasileiros poderão pagar para entrar nos EUA?
Caso a nova medida seja implementada como previsto, parte dos produtos brasileiros poderá enfrentar uma carga tarifária de até 37,5%.
O percentual é resultado da soma de:
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- 25% do tarifaço específico aplicado ao Brasil;
- 12,5% da nova tarifa global baseada na investigação sobre trabalho forçado.
Na prática, isso representa um novo aumento no custo de exportação de diversos produtos brasileiros para o mercado norte-americano.
O Brasil já está pagando tarifas dos Estados Unidos?
Sim. Na última quarta-feira (22), entrou em vigor a sobretaxa de 25% anunciada pelo governo Donald Trump para parte das importações brasileiras.
A decisão foi tomada após outra investigação conduzida pelo USTR, também baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o governo norte-americano, o Brasil adota práticas consideradas desleais em áreas como:
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- Comércio digital;
- Acesso ao mercado de etanol;
- Políticas relacionadas ao Pix;
- Combate ao desmatamento.
Apesar da sobretaxa, mais de 2,1 mil produtos brasileiros ficaram fora da medida.
Entre os principais itens isentos estão:
- Carne bovina;
- Café;
- Laranja;
- Suco de laranja;
- Petróleo;
- Aeronaves civis.
Para os produtos atingidos, a tarifa de 25% é cobrada além do imposto de importação já existente.
Por que o governo Trump criou essa nova tarifa?
A nova cobrança de 12,5% é tratada pela Casa Branca como um substituto da tarifa global de 10%, criada no início do ano.
A mudança ocorre após decisões judiciais nos Estados Unidos que impactaram parte da política tarifária da administração Trump.
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No caso brasileiro, entretanto, a nova tarifa não substitui a sobretaxa específica de 25%, mas poderá ser aplicada de forma cumulativa, elevando significativamente a tributação sobre determinados produtos exportados.
Qual pode ser o impacto para o Brasil?
Caso a medida seja confirmada sem exceções, setores exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento dos custos para vender produtos ao mercado norte-americano.
Especialistas avaliam que tarifas mais elevadas tendem a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, pressionar empresas exportadoras e afetar cadeias produtivas que dependem das vendas aos Estados Unidos.
O Palácio do Planalto já considera praticamente certa a adoção da tarifa de 12,5% e acompanha os desdobramentos da medida.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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