Ex-‘Bake Off’ diz ter sido dopado, estuprado e roubado em encontro por app

O engenheiro químico contou que o crime aconteceu no último dia 21.

Murilo Marques, ex participante do ‘Bake Off Brasil’, relatou em seu Twitter no último sábado que foi dopado, estuprado e roubado em seu apartamento após um encontro. O engenheiro químico contou que o crime aconteceu no último dia 21.

Nas mensagens, Murilo disse que conheceu um homem por um aplicativo de relacionamento e o chamou para sua casa, no centro de São Paulo. “Eu moro sozinho no centro da cidade de São Paulo. Ele chegou, me cumprimentou e o ato começou a rolar. Rapidinho ele parou, se vestiu e anunciou que era Garoto de Programa, que precisava receber o pagamento e que eu deveria dar o dinheiro”, explicou.

Murilo disse que o rapaz começou a se exaltar e ele passou a ter cada vez mais dificuldade de organizar as ideias, percebendo que tinha sido drogado. “Ele me forçou a passar a senha na máquina de todos os meus cartões, eu tentei recusar e nessa hora ele desferiu um soco na minha cara. Nem senti na hora, mas depois vi que ficou roxo”, conta ele, que acrescentou ter cartões de quatro bancos.

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“Fui jogado na cama de bruços, nesse momento o estupro aconteceu: Eu só lembro dele me estuprando com a mão enquanto eu me debatia. Não sei quanto tempo durou, não sei o quanto eu resisti, mas fui estuprado”, lamenta.

Ele disse que passou mal no banheiro e depois percebeu que o cara tinha ido embora, levando seu celular. “Meu computador estava logado no WhatsApp, isso que me salvou porque consegui mandar algumas mensagens bem desconexas para meu vizinho, mandei um áudio pedindo ajuda também e consegui mandar mensagem para meu namorado”, explicou.

Com acesso aos cartões de crédito, o homem conseguiu retirar cerca de R$ 72 mil da conta de Murilo. “Este ano eu e meu namorado compramos um apartamento. Todo esse dinheiro roubado era pra pagar nossa casa. Economias de uma vida toda pro nosso lar foram roubadas por alguém que não só levou meu dinheiro, mas também me violentou, levando minha dignidade. Os investigadores e a própria técnica de um dos bancos a me disseram que é praticamente impossível desfazer as transações”, lamenta.

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“Eu decidi contar essa história porque eu preciso ser capaz de compartilhar isso sem medo, sem vergonha, apesar de me sentir humilhado e culpado eu sei que sou uma vítima, eu tenho que superar. Me ajudem a espalhar esse relato, façam chegar aos bancos. Eu não estou pedindo para ganhar dinheiro, eu só preciso que eles devolvam o que é meu e que foi tirado de mim durante um crime”, apela.

Fonte: Istoé