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Ex-estagiário do MP é preso suspeito de cobrar R$ 500 mil para proteger integrante do PCC

Operação do Ministério Público apura uso de informações sigilosas para extorsão e possível ligação com plano contra promotor do Gaeco.

Por Arquipo Goes

09/06/2026 às 09:52 - Atualizado em 09/06/2026 às 21:09

Operação do Ministério Público resultando em prisões relacionadas ao PCC

FOTO: Reprodução

Resumo

Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu um investigador da Polícia Civil, um ex-estagiário do MP e um policial aposentado suspeitos de integrar um esquema ligado ao PCC. As investigações apontam que o grupo utilizava informações sigilosas para extorquir criminosos e oferecia suposta proteção mediante pagamentos que chegavam a R$ 500 mil.

 

Notícias do Brasil – Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) prendeu nesta terça-feira (9) três suspeitos de integrar um esquema criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os detidos estão um investigador da Polícia Civil, um ex-estagiário do próprio Ministério Público e um policial civil aposentado.

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A ação faz parte da Operação Infiltrados, que investiga o uso de informações sigilosas para extorsão de criminosos e um possível plano para assassinar um promotor de Justiça que atua no combate à facção.

Leia também: PEC do fim da escala 6×1 entra em semana decisiva no Senado

Ex-estagiário teria usado acesso interno para identificar alvos

Segundo as investigações, o ex-estagiário Gabriel Lira de Jesus teria utilizado seu acesso a sistemas internos do Ministério Público para localizar integrantes da organização criminosa com elevado poder financeiro.

De posse dessas informações, ele passou a ser suspeito de participar de abordagens em que eram exigidos valores elevados em troca de suposta proteção e da promessa de evitar investigações e operações policiais.

As apurações indicam que algumas cobranças poderiam chegar a R$ 500 mil.

Dados sigilosos eram compartilhados

De acordo com os investigadores, as informações utilizadas nas extorsões eram obtidas em bancos de dados restritos e posteriormente compartilhadas com outros integrantes do grupo.

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O Ministério Público apura se o esquema funcionava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.

Investigador e policial aposentado também foram presos

Entre os presos está o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, que exercia função de chefia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas.

Ele é investigado por suposta ligação com pessoas envolvidas em um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Já o policial civil aposentado preso na operação é apontado como colaborador na obtenção de informações e no contato com possíveis vítimas das extorsões.

Ministério Público investiga ameaça contra promotor

As suspeitas surgiram durante o aprofundamento de investigações anteriores que já apuravam uma possível trama para executar o promotor responsável por importantes operações contra o PCC.

Os investigadores tentam identificar se informações estratégicas sobre a atuação do membro do Gaeco foram repassadas a integrantes da facção criminosa.

Operação cumpriu mandados de busca

Além das prisões, a Operação Infiltrados cumpriu 10 mandados de busca e apreensão para coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações.

O caso segue sob apuração do Ministério Público de São Paulo e das forças de segurança envolvidas na operação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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