Ex-ginasta Laís Souza conhece paciente que voltou a andar após tratamento experimental com polilaminina
Ex-ginasta afirma que tratamento experimental para lesão medular só pode ser solicitado por canais oficiais e com indicação médica.
- Foto: Instagram/Reprodução
Resumo
Ex-ginasta tetraplégica, Laís Souza conheceu paciente que voltou a andar após tratamento experimental com polilaminina, substância brasileira para lesões medulares.
Notícias do Brasil – A ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica após um acidente durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, conheceu Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente submetido ao tratamento com polilaminina, substância experimental desenvolvida para lesões medulares.
O encontro foi divulgado pela própria ex-atleta em uma publicação nas redes sociais. Bruno é apontado como o primeiro ser humano a receber a aplicação da substância em uma lesão medular aguda e, após o tratamento, apresentou evolução progressiva até voltar a andar.
PUBLICIDADE
Acidente provocou tetraplegia
Segundo o relato de Laís, Bruno sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018, que resultou em fraturas na coluna vertebral nas regiões C6 e T8. Na altura de C6, a lesão medular foi classificada como completa, o que levou ao diagnóstico de tetraplegia.
Menos de 24 horas após o trauma, ele foi submetido a um procedimento cirúrgico e recebeu a aplicação da polilaminina. O tratamento experimental tinha como objetivo estimular a regeneração neural e recuperar funções motoras e sensitivas.
Bruno Drummond, primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento com Polilaminina, ja está andando normalmente e até empurrando cadeira de rodas pic.twitter.com/vyzkHL9stk
— Michelle Freitas (@BrazUK_News) February 18, 2026
De acordo com o relato, o primeiro movimento voluntário ocorreu cerca de três semanas após o procedimento, quando Bruno conseguiu flexionar o dedão do pé.
Recuperação e independência
Com a evolução do tratamento, o paciente apresentou melhora progressiva ao longo do tempo. Atualmente, segundo a publicação, Bruno afirma ter alcançado o que considera o ápice da recuperação funcional.
Ele se tornou totalmente independente nas atividades diárias, mantendo apenas algumas sequelas residuais. O caso é considerado um dos mais emblemáticos entre os pacientes que receberam a polilaminina.
PUBLICIDADE
Ciência brasileira em destaque
Na publicação, Laís destacou a importância dos resultados obtidos com a substância. Segundo ela, o caso de Bruno e de outros pacientes coloca a ciência brasileira no centro das discussões internacionais sobre regeneração da medula espinhal.
O tratamento com polilaminina ainda está em fase experimental e segue em estudos clínicos, mas os resultados preliminares têm chamado a atenção de especialistas.
Cientista brasileira desenvolveu a proteína
A descoberta foi liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está abrindo uma nova perspectiva para o tratamento de lesões graves na medula espinhal. A cientista desenvolveu a polilaminina, uma proteína experimental capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados, o que já possibilitou a recuperação parcial de movimentos em pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
Laís também divulgou nas redes sociais o encontro com Tatiana. “Me levou para conhecer o laboratório que estuda a polilaminina há mais de 25 anos. Eu ainda estou dentro desse dia, processando cada detalhe da nossa conversa. Temos muitas Tatianas pelo Brasil. Cuidem bem dos nossos diamantes”, escreveu a ex-ginasta.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos








