Ex-procurador condenado a 202 anos por estupro é solto após cumprir 16 anos
Luciano Queiroz foi um dos principais alvos da “Operação Arcanjo”, deflagrada em 2008.
- Foto: divulgação
Uma decisão controversa do Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) liberou Luciano Alves de Queiroz, ex-procurador do Estado, condenado a 202 anos de prisão por estupro de vulnerável. A soltura, ocorrida na última segunda-feira (18), gerou grande repercussão e revolta na sociedade roraimense.
Luciano Queiroz foi um dos principais alvos da “Operação Arcanjo”, deflagrada em 2008, que desvendou uma rede de pedofilia que envolvia autoridades e empresários locais. O ex-procurador foi condenado em 2008 e cumpria pena desde então.
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Redução da pena e soltura
A soltura de Luciano Queiroz foi justificada pelo relator do processo, desembargador Leonardo Cupello, que considerou o tempo já cumprido pelo condenado (16 anos e 9 meses) e a possibilidade de progressão de pena. Além disso, o desembargador ajustou as penas-base aplicadas aos crimes, considerando a continuidade delitiva.
A decisão foi acompanhada por unanimidade pelos demais desembargadores do TJ-RR, apesar da manifestação contrária do Ministério Público de Roraima (MPRR), que entendeu que as condições para a soltura não estavam presentes.
A Operação Arcanjo
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A “Operação Arcanjo” foi um marco na luta contra a pedofilia em Roraima. A investigação, que durou cerca de um ano, revelou um esquema criminoso que envolvia o aliciamento e a exploração sexual de crianças e adolescentes, com a participação de pessoas influentes da sociedade.
As investigações da Polícia Federal, com base em interceptações telefônicas e depoimentos de vítimas, revelaram um cenário de horror, com meninas sendo levadas para casas e hotéis para serem abusadas sexualmente.
Repercussão e indignação
A soltura de Luciano Queiroz gerou grande indignação na sociedade roraimense. A decisão do TJ-RR foi amplamente criticada por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente, que consideram a pena aplicada ao ex-procurador extremamente branda e injusta.
A população também se manifestou nas redes sociais, expressando sua revolta com a decisão judicial. Muitas pessoas questionam a possibilidade de um criminoso condenado por crimes tão graves ser colocado em liberdade após cumprir apenas uma pequena parte da pena.
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