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Ex-procurador condenado a 202 anos por estupro é solto após cumprir 16 anos

Luciano Queiroz foi um dos principais alvos da “Operação Arcanjo”, deflagrada em 2008.

Por Jonas Souza

22/11/2024 às 16:30 - Atualizado em 22/11/2024 às 16:34

Uma decisão controversa do Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) liberou Luciano Alves de Queiroz, ex-procurador do Estado, condenado a 202 anos de prisão por estupro de vulnerável. A soltura, ocorrida na última segunda-feira (18), gerou grande repercussão e revolta na sociedade roraimense.

Luciano Queiroz foi um dos principais alvos da “Operação Arcanjo”, deflagrada em 2008, que desvendou uma rede de pedofilia que envolvia autoridades e empresários locais. O ex-procurador foi condenado em 2008 e cumpria pena desde então.

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Redução da pena e soltura

A soltura de Luciano Queiroz foi justificada pelo relator do processo, desembargador Leonardo Cupello, que considerou o tempo já cumprido pelo condenado (16 anos e 9 meses) e a possibilidade de progressão de pena. Além disso, o desembargador ajustou as penas-base aplicadas aos crimes, considerando a continuidade delitiva.

A decisão foi acompanhada por unanimidade pelos demais desembargadores do TJ-RR, apesar da manifestação contrária do Ministério Público de Roraima (MPRR), que entendeu que as condições para a soltura não estavam presentes.

A Operação Arcanjo

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A “Operação Arcanjo” foi um marco na luta contra a pedofilia em Roraima. A investigação, que durou cerca de um ano, revelou um esquema criminoso que envolvia o aliciamento e a exploração sexual de crianças e adolescentes, com a participação de pessoas influentes da sociedade.

As investigações da Polícia Federal, com base em interceptações telefônicas e depoimentos de vítimas, revelaram um cenário de horror, com meninas sendo levadas para casas e hotéis para serem abusadas sexualmente.

Repercussão e indignação

A soltura de Luciano Queiroz gerou grande indignação na sociedade roraimense. A decisão do TJ-RR foi amplamente criticada por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente, que consideram a pena aplicada ao ex-procurador extremamente branda e injusta.

A população também se manifestou nas redes sociais, expressando sua revolta com a decisão judicial. Muitas pessoas questionam a possibilidade de um criminoso condenado por crimes tão graves ser colocado em liberdade após cumprir apenas uma pequena parte da pena.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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