Fachin cria grupo para revisar penduricalhos e ampliar transparência nos salários de juízes
Comissão terá seis meses para mapear benefícios pagos à magistratura e propor regras para reduzir distorções remuneratórias no Judiciário.

Ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF. FOTO: Ton Molina/STF
Resumo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, determinou a criação de um grupo de trabalho para revisar os chamados penduricalhos pagos a magistrados. A comissão terá 180 dias para apresentar propostas que ampliem a transparência e uniformizem as regras de remuneração da magistratura brasileira.
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Notícias do Brasil – O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, anunciou a criação de um grupo de trabalho que fará um levantamento detalhado das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas aos magistrados em todo o país. A iniciativa busca aumentar a transparência e reduzir distorções relacionadas aos chamados penduricalhos.
A comissão terá prazo de seis meses para apresentar estudos e propostas voltadas à padronização dos critérios utilizados pelos tribunais brasileiros no pagamento de benefícios e indenizações.
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Grupo fará diagnóstico nacional
Entre as primeiras medidas previstas está a elaboração de um mapeamento completo das parcelas recebidas pelos magistrados. O levantamento deverá identificar salários, gratificações, indenizações e demais benefícios atualmente pagos pelos tribunais.
A intenção é classificar cada verba conforme sua natureza jurídica e verificar seus impactos sobre o teto constitucional do funcionalismo público.
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Medida busca reduzir distorções
A criação do grupo ocorre em meio aos debates sobre supersalários no Judiciário. Nos últimos meses, o STF e o CNJ adotaram medidas para ampliar o controle sobre verbas que, em determinadas situações, permitem que magistrados recebam valores acima do limite constitucional.
Em março, o Supremo definiu novos parâmetros para o pagamento de verbas indenizatórias. Já em maio, o CNJ aprovou a implementação de um contracheque único para magistrados de todo o país.
Fachin cita falta de uniformidade
Nos documentos que fundamentam a criação da comissão, Fachin afirma que a existência de diferentes interpretações entre os mais de 90 tribunais brasileiros contribuiu para a formação de cenários marcados por desigualdades e insegurança jurídica.
Segundo o ministro, a ausência de critérios uniformes também dificulta a fiscalização e a transparência dos pagamentos realizados pelo Judiciário.
Propostas poderão resultar em novas regras
Além do diagnóstico sobre a remuneração da magistratura, o grupo deverá analisar possíveis mudanças normativas e legislativas para consolidar um modelo mais uniforme em todo o país.
O colegiado será coordenado pela Presidência do CNJ e contará com a participação de representantes de diferentes órgãos públicos envolvidos no tema.
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Declaração de Transparência
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