Fiéis se tatuam em massa dentro de igreja e ação gera críticas nas redes: ‘Isso é uma seita?’
Em resposta às críticas, o pastor Eduardo Reis se manifestou também pelas redes sociais.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Uma ação promovida pela Igreja do Reino, localizada em Balneário Camboriú (SC), gerou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que fiéis aparecem fazendo tatuagens com o versículo “MT 24:14” — referência a Mateus 24:14, passagem bíblica que menciona a pregação do evangelho ao redor do mundo como sinal do fim dos tempos.
“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, como testemunho a todas as nações. E então virá o fim”, diz o versículo Mateus 24:14.
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O vídeo foi publicado no último domingo (13) pelo pastor e líder da congregação, Eduardo Reis, que também participou da iniciativa e se tatuou junto aos membros da igreja. Nas imagens, é possível ver fiéis aguardando sua vez de marcar a pele com o versículo, enquanto outros já exibem a nova tatuagem como símbolo de fé e missão espiritual.
✝️ ✒️ Jovens ligados à igreja evangélica Reino Church, em Balneário Camboriú (SC), formam filas para fazer tatuagens com referências bíblicas.pic.twitter.com/6M254dm7Yw
— République (@republiqueBRA) July 14, 2025
A atitude, no entanto, dividiu opiniões e provocou um intenso debate nas redes sociais. Enquanto alguns internautas elogiaram a iniciativa como uma expressão moderna de religiosidade e liberdade, outros acusaram o ato de ser uma “histeria coletiva” e até questionaram se a prática estaria mais próxima de uma seita do que de uma igreja tradicional.
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“Isso é um tipo de seita? Que tipo de histeria é essa?”, escreveu uma usuária no Instagram. Outro comentário dizia: “A palavra já está aí para isso. Não precisa marcar o corpo”. Uma terceira pessoa sugeriu alternativas menos permanentes: “Por que ninguém pensou em usar uma pulseira?”
Em resposta às críticas, o pastor Eduardo Reis se manifestou também pelas redes sociais. Em um vídeo, ele reforçou que a ação não tinha o objetivo de promover a tatuagem como regra, mas sim de expressar simbolicamente a missão da igreja de propagar o evangelho.
“Não é sobre tatuagem. É sobre liberdade”, disse o pastor. Segundo ele, cada fiel tem o direito de se expressar como quiser, sem se sentir obrigado a seguir dogmas religiosos que condenam modificações corporais. “Você é livre ou ainda vive para agradar os religiosos?”, provocou.
Reis, inclusive, afirmou que pessoalmente não é fã de tatuagens, mas decidiu aderir ao movimento por uma convicção espiritual. “Coloquei uma, pois senti no meu espírito que Deus queria que eu tivesse em mim um memorial da missão que Ele me deu”, justificou.
A polêmica traz à tona um debate recorrente no meio evangélico: a compatibilidade entre práticas modernas e a fé cristã. Parte das denominações evangélicas ainda condena tatuagens, piercings e outros tipos de modificação corporal com base em interpretações específicas da Bíblia. Já outros grupos, mais contemporâneos, adotam uma leitura mais liberal e focada na mensagem de amor e liberdade do evangelho.
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