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Filha de Eduardo Cunha é autora de PL que pode reabilitar políticos cassados

Texto altera prazos da Lei da Ficha Limpa e abre caminho para Cunha voltar às urnas em 2026.

Por Hugo Guimarães

27/08/2025 às 07:52 - Atualizado em 27/08/2025 às 07:53

Foto: Reprodução

Notícias do Brasil  – O Projeto de Lei Complementar 192/2023, que modifica a Lei da Ficha Limpa e altera os prazos de inelegibilidade, tem autoria da deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ). O texto, pautado para votação no plenário do Senado nesta terça-feira (26/8), poderá beneficiar o próprio pai da parlamentar, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Se aprovado no Senado, o projeto precisa ser sancionado pelo presidente Lula (PT) para começar a valer.

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Leia mais: Moraes atende pedido de Eduardo Cunha e manda censurar livro;Diário da cadeia

Eduardo Cunha está inelegível desde 2016, quando teve o mandato cassado por decisão da Câmara dos Deputados após mentir em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a respeito de patrimônio mantido no exterior. Segundo o entendimento de especialistas, caso o texto seja aprovado, o ex-deputado já poderia disputar as eleições de 2026.

Em 2022, Eduardo Cunha chegou a se candidatar para disputar o cargo de deputado federal por São Paulo. Naquele ano, no entanto, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, reverteu decisão da Justiça Federal em Brasília que tornava Eduardo Cunha elegível. A decisão do magistrado foi referendada em acórdão da Suprema Corte no ano seguinte.

Ao contrário do entendimento de especialistas, Eduardo Cunha, por sua vez, nega que o projeto de lei irá beneficiá-lo.

Além de Cunha, projeto pode atingir Arruda

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Na prática, o texto estabelece um prazo único de inelegibilidade: oito anos, contados a partir da data da condenação. Atualmente, a Lei da Ficha Limpa prevê que o político considerado inelegível fica impedido de disputar eleições oito anos a partir do fim da pena ou do mandato. Além disso, o projeto de lei estabelece um teto máximo de 12 anos de inelegibilidade.

Essa mudança significa, por exemplo, que o ex-governador José Roberto Arruda poderá ser beneficiado pela norma e, consequentemente, liberado para concorrer nas eleições de outubro de 2026, quando se encerra o prazo de 12 anos contados a partir da primeira condenação colegiada contra ele.

Como a sentença que condenou Arruda é de julho de 2014, o tempo expiraria no mesmo mês de 2026.

A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de Arruda à perda dos direitos políticos por oito anos, em julgamento em 9 de julho de 2014, no âmbito do processo decorrente da Operação Caixa de Pandora.

O ex-governador foi acusado de comprar apoio político da ex-deputada Jaqueline Maria Roriz e do marido dela, Manoel Costa de Oliveira Neto, com dinheiro que seria oriundo de propina paga por empresas de informática.

 

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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