Filho do ministro Kassio Nunes acumulou R$ 27,7 milhões em investimentos em pouco mais de dois anos, aponta reportagem
Documentos enviados à CPI do Crime Organizado mostram crescimento patrimonial de Kevin Marques, advogado e filho do ministro do STF. Defesa afirma que recursos são declarados à Receita Federal.
- Advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, acumulou cerca de R$ 27,7 milhões em investimentos em pouco mais de dois anos, segundo documentos da CVM enviados à CPI do Crime Organizado do Senado.
- De agosto a dezembro de 2025, ele teria feito um novo aporte de R$ 22,4 milhões em fundos do Banco do Brasil, elevando o total aplicado para R$ 27,7 milhões; antes, em agosto, já tinha cerca de R$ 5 milhões.
- A defesa afirma que os recursos estão regularmente declarados à Receita Federal, que não há irregularidade na origem e que ele não atua em processos no STF.
- A reportagem diz que ele representa empresas (como Refit e Grupo Petrópolis) e que houve pagamentos relacionados a consultoria tributária (incluindo JBS e Banco Master), apontados por relatório do Coaf como transferências à pessoa do advogado.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Carlos Moura/STF
Notícias do Brasil – O advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, acumulou R$ 27,7 milhões em investimentos em pouco mais de dois anos de atuação na advocacia. As informações constam em documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à CPI do Crime Organizado do Senado e obtidos pela Folha de S.Paulo.
Segundo a reportagem, Kevin, de 25 anos, foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em fevereiro de 2024 e abriu seu escritório de advocacia cerca de seis meses depois.
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Patrimônio cresceu em poucos meses
Os documentos apontam que, em agosto de 2025, o advogado possuía aproximadamente R$ 5 milhões aplicados em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil.
Entre agosto e dezembro do mesmo ano, ele realizou um novo aporte de R$ 22,4 milhões em outro fundo da instituição financeira, elevando o montante investido para R$ 27,7 milhões.
Defesa afirma que recursos são declarados
Procurado pela Folha de S.Paulo, Kevin Marques informou, por meio de sua assessoria, que os recursos estão regularmente declarados à Receita Federal, tanto em nome da pessoa física quanto da pessoa jurídica.
A defesa também afirmou que o advogado não atua em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e ressaltou que os documentos financeiros não apontam qualquer irregularidade na origem dos recursos ou na formação do patrimônio.
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Atuação profissional
Segundo a reportagem, Kevin representa empresas como Refit e Grupo Petrópolis, principalmente em ações no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além de atuar em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em tribunais estaduais.
O escritório não informou a origem dos recursos investidos nem divulgou a lista completa de clientes.
A reportagem também informa que Kevin prestou serviços para uma consultoria tributária que recebeu pagamentos do Banco Master e da JBS entre 2024 e 2025. Conforme dados citados pela Folha, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou transferências de R$ 281,6 mil da consultoria para o advogado no período.
Em resposta, Kevin afirmou que os valores correspondem à prestação de serviços de assessoria jurídica.
Caso repercute após outras reportagens
O caso surge em meio à repercussão de reportagens sobre a atuação profissional de familiares de ministros de tribunais superiores.
Recentemente, vieram a público informações sobre contratos envolvendo a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, em outro caso que também ganhou repercussão nacional.
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Declaração de Transparência
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