Flávio Bolsonaro minimiza xingamento de Eduardo a Jair Bolsonaro e atribui atrito ao “calor da emoção”
Em entrevista ao canal Auriverde Brasil, Flávio afirmou que a discussão ocorreu em um momento de pressão.
- Eduardo, Jair e Flávio Bolsonaro – Reprodução/Twitter
Notícias do Brasil – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após a divulgação de mensagens pela Polícia Federal (PF) em que o parlamentar xinga o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de “ingrato do caralho”.
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Em entrevista ao canal Auriverde Brasil, Flávio afirmou que a discussão ocorreu em um momento de pressão, quando Eduardo avaliava permanecer nos Estados Unidos diante da possibilidade de apreensão de seu passaporte. Segundo o senador, a reação foi fruto do “calor da emoção”.
“Você imagina a cabeça do Eduardo em um momento desse. Tomar uma decisão que impacta sua esposa, o futuro dos filhos dele. […] Naquele momento, ele está, na cabeça dele, se expondo, buscando algo que, eu concordo, tem de haver alguma coisa de fora do Brasil porque aqui dentro não há o que fazer”, disse Flávio.
O senador destacou ainda que Eduardo pediu desculpas ao pai logo após a troca de ofensas. “Tem aquela troca de farpas dele com o meu pai no áudio que vaza, mas ninguém dá ênfase que, logo na sequência, o Eduardo pede desculpas. Obviamente, não é assim que um filho se dirige a um pai, mas era o calor da emoção, e às vezes acontece”, afirmou.
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O que dizem os diálogos revelados pela PF
Segundo o relatório da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro se irritou depois que Jair Bolsonaro declarou, em entrevista, que o filho não era “tão maduro assim” para a política. Em resposta, o deputado disparou uma série de palavrões e ameaças.
“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graça [sic] aos elogios que vc fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se vc aprender [sic]. VTNC seu ingrato do caralho!”, escreveu Eduardo em mensagem via WhatsApp.
A revelação veio no mesmo dia em que Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF, acusados de coação no processo do golpe de Estado, no qual o ex-presidente é réu e apontado como líder da organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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