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Flávio Bolsonaro vai aos EUA tentar barrar tarifa de 25% e criticar discurso de soberania de Lula

Senador participa nesta terça-feira (7) de audiência em Washington sobre investigação comercial que pode resultar em novas tarifas.

Por Jonas Souza

06/07/2026 às 14:19

Resumo

  • Audiência: Flávio Bolsonaro participa nesta terça-feira (7), em Washington, de debate promovido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
  • Risco de tarifa: A investigação pode levar à cobrança adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA.
  • Posição do senador: Flávio afirma ser contra a taxação, mas sustenta que a medida não deve fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Decisão: O governo norte-americano deve divulgar sua posição sobre o caso até 15 de julho.

Notícias do Brasil  – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, viajou aos Estados Unidos para participar de uma audiência pública sobre a investigação comercial aberta contra o Brasil.

O encontro é organizado pelo USTR, órgão do governo norte-americano responsável por conduzir apurações e negociações relacionadas ao comércio exterior.

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Leia mais: MPAM abre vagas de estágio técnico no Amazonas com bolsa de até R$ 1.220

A participação de Flávio está prevista para esta terça-feira (7), às 10h no horário de Washington — 11h em Brasília. Ele deve defender que a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros não seja adotada.

O que está sendo investigado pelos Estados Unidos

A apuração norte-americana acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “irrazoáveis” em áreas como comércio digital, meios de pagamento, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol e combate ao desmatamento ilegal. Entre os pontos citados na investigação está o Pix. O documento norte-americano afirma que políticas brasileiras poderiam favorecer o sistema de pagamentos nacional em detrimento de empresas dos Estados Unidos.

Também são mencionadas decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais, regras tarifárias aplicadas a produtos de outros países e a fiscalização sobre desmatamento ilegal.

Qual é a posição de Flávio Bolsonaro sobre o tarifaço

Flávio Bolsonaro declarou ser contrário à aplicação das tarifas, argumentando que a medida pode prejudicar exportadores e consumidores brasileiros. Ao mesmo tempo, o senador afirmou que a eventual taxação poderia ser explorada politicamente pelo governo Lula, reforçando um discurso de defesa da soberania nacional diante dos Estados Unidos.

Em documento enviado ao USTR, Flávio pediu que o órgão não abandone a investigação, mas busque uma saída negociada para evitar impactos sobre a economia brasileira.

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“As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que ele tem adotado”, escreveu o senador no pedido de participação na audiência.

O governo Lula já respondeu às acusações dos EUA

Sim. O governo brasileiro encaminhou na semana passada uma resposta formal ao USTR, rebatendo as acusações apresentadas na investigação. No documento, o Brasil defende suas políticas comerciais, a atuação das instituições brasileiras e o Pix. A manifestação também aborda temas como combate ao desmatamento ilegal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A posição do governo brasileiro é de que as acusações não justificam uma medida tarifária contra os produtos nacionais.

Quando sai a decisão sobre a tarifa de 25%

A expectativa é que o governo dos Estados Unidos anuncie até 15 de julho se irá aplicar, suspender ou negociar a tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Além de Flávio Bolsonaro, a audiência terá a participação de representantes do setor produtivo. O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, deve falar em nome da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Como um tarifaço dos EUA pode afetar o Amazonas

Embora a discussão ocorra em Washington, uma sobretaxa sobre produtos brasileiros pode atingir cadeias de exportação, custos industriais e relações comerciais que também impactam a Zona Franca de Manaus.

Para o Amazonas, o acompanhamento da decisão é relevante porque mudanças no comércio entre Brasil e Estados Unidos podem afetar o ambiente de negócios, a demanda por insumos e o planejamento de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.

O efeito concreto dependerá dos setores e produtos que eventualmente forem incluídos em uma tarifa. Até a decisão oficial, empresas e trabalhadores devem acompanhar as negociações e as informações divulgadas pelos órgãos brasileiros e norte-americanos.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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