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Flávio Dino põe fim à aposentadoria compulsória como punição disciplinar mais grave a magistrados

Determinação ocorreu após análise de caso envolvendo juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Por Jonas Souza

16/03/2026 às 13:16 - Atualizado em 16/03/2026 às 19:01

Resumo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a perda do cargo deverá ser aplicada como punição máxima para magistrados que cometerem infrações graves. A decisão determina que a aposentadoria compulsória não seja mais utilizada como principal sanção disciplinar para juízes.

Notícias do Brasil  – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que magistrados que cometerem infrações graves poderão ser punidos com a perda do cargo, em vez de receberem aposentadoria compulsória.

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A decisão estabelece que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aplicar a demissão como sanção máxima em casos de violações disciplinares consideradas graves.

Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa mais severa aplicada a juízes. No entanto, essa penalidade permitia que o magistrado fosse afastado da função, mas continuasse recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Mudança no entendimento

Segundo o ministro, a aposentadoria compulsória punitiva não se encaixa mais no ordenamento jurídico atual. Para ele, magistrados não podem ficar imunes a um sistema efetivo de responsabilização disciplinar.

Com a decisão, casos considerados graves devem resultar na perda do cargo, o que implica também a interrupção do pagamento de salários ao magistrado.

A medida vale para juízes e ministros de tribunais em todo o país, com exceção dos integrantes do próprio STF.

Processo precisa passar pelo STF

O ministro também estabeleceu que a perda do cargo deve ser confirmada por meio de ação judicial. Quando o CNJ decidir pela demissão de um magistrado, o processo deverá ser encaminhado ao Supremo para análise final.

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Nesse caso, a ação deverá ser apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que representa judicialmente o CNJ.

Caso analisado

A decisão foi tomada após a análise de um processo envolvendo um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que havia sido punido com aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na comarca de Mangaratiba e foi investigado pelo CNJ por condutas consideradas irregulares, incluindo favorecimento político e decisões judiciais questionadas.

Após ser punido pelo tribunal estadual e pelo CNJ, a defesa do juiz recorreu ao Supremo para tentar anular a sanção aplicada.

Críticas à aposentadoria compulsória

A aposentadoria compulsória vinha sendo alvo de críticas por permitir que magistrados punidos continuassem recebendo salários mesmo após deixarem a função.

Para especialistas, a prática muitas vezes era interpretada como uma penalidade branda, já que o magistrado deixava o cargo, mas mantinha a remuneração.

Com a decisão do STF, a perda do cargo passa a ser tratada como a principal punição disciplinar para casos considerados graves.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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