Flávio Dino solicita investigação da PF após ameaças com referência à revolta no Nepal
Entre os prints anexados à representação enviada à PF, várias publicações mencionam os protestos contra a corrupção no Nepal.
- Foto: Divulgação STF
Notícias do Brasil – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Polícia Federal (PF) que apure ameaças de morte feitas contra ele nas redes sociais. Segundo o magistrado, os ataques se intensificaram após seu voto, na terça-feira (9/9), na Ação Penal 2668, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por golpe de Estado.
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Dino destacou que algumas mensagens fazem alusão à rebelião violenta no Nepal, sugerindo uma ação concertada com caráter de incitação. Ele informou que “imediatamente após o voto que proferi, no regular cumprimento da função pública que exerço, passei a ser destinatário de graves ameaças contra a minha vida e integridade física, veiculadas via internet”.
Entre os prints anexados à representação enviada à PF, várias publicações mencionam os protestos contra a corrupção no Nepal, que resultaram na morte de dezenas de pessoas e na queima da esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal. Para o ministro, essas associações configuram indícios de coação no curso do processo.
Dino também alertou que tais ameaças podem servir de gatilho para novos episódios violentos contra pessoas e patrimônio público, citando ataques ao edifício-sede do STF, inclusive com uso de bombas, como exemplos de consequências possíveis.
Entre os comentários citados pelo ministro, um usuário no Instagram da Folha de S. Paulo afirmou: “não passa de um comunista, que defendo o socialismo mas vive no capitalismo… Nepal dando exemplo do que fazer”. Outra postagem, publicada no Instagram do jornal Poder 360, trouxe o comentário: “O Nepal mostrou pra todos nós brasileiros o caminho para acabar com vcs!!!”.
Na Ação Penal 2668, Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou pela condenação de Bolsonaro e outros réus pelos atos golpistas de 2021 a 2023, ressaltando que crimes atentatórios ao Estado Democrático de Direito são considerados pelo STF insuscetíveis de indulto ou anistia.
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