Funcionário de empresa de TI é preso por facilitar desvio milionário via PIX
Um dos bancos prejudicados foi a BMP, que registrou perdas de aproximadamente R$ 541 milhões.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (3) João Nazareno Roque, funcionário da empresa de tecnologia C&M Software, acusado de facilitar um esquema de desvio milionário envolvendo transferências via PIX. Roque é suspeito de fornecer suas credenciais de acesso ao sistema interno da companhia, permitindo que hackers invadissem a estrutura tecnológica da empresa e realizassem operações ilícitas.
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Segundo as investigações da 2ª Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCyber), Roque admitiu ter vendido seu login e senha por R$ 5 mil, além de ter recebido outros R$ 10 mil para desenvolver um sistema paralelo que possibilitasse os desvios. Um dos bancos prejudicados foi a BMP, que registrou perdas de aproximadamente R$ 541 milhões.
A C&M Software atua como intermediária entre instituições financeiras e o Banco Central, facilitando operações através do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Com presença nacional e internacional, a empresa é homologada pelo BC desde 2001 e presta serviços de conectividade crítica para o setor financeiro.
De acordo com a Polícia Civil, Roque relatou que mantinha contato com os criminosos apenas por telefone celular e que trocava de aparelho quinzenalmente para evitar rastreamento. Ele também afirmou que foi abordado por desconhecidos que sabiam de sua função na empresa, sugerindo o uso de engenharia social para cooptá-lo.
O caso veio à tona após a BMP registrar um boletim de ocorrência denunciando movimentações suspeitas e após a própria C&M comunicar um ataque à sua infraestrutura. As transferências irregulares ocorreram durante a madrugada do dia 30 e foram detectadas por volta das 4h30 da manhã. O fluxo financeiro foi interrompido às 7h, quando a empresa começou a investigar o incidente.
Em comunicado oficial, a C&M informou estar colaborando com as autoridades e adotando todas as medidas técnicas e legais necessárias. A companhia também destacou que sua plataforma segue em funcionamento e que não comentará publicamente o caso enquanto as investigações estiverem em andamento.
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